24 de março de 2026

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Agência Minas Gerais | Chegada de dois novos trens ao Brasil marca três anos da concessão do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte

A chegada de dois novos trens ao Brasil reforça a modernização do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que completa três anos de concessão nesta segunda-feira (23/3). As composições desembarcaram no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, nesse domingo (22/3), e devem chegar à capital mineira nos próximos dias.

Outros dois trens deixaram a China em 21/2 e já estão a caminho do país, enquanto mais dois seguem para Qingdao, de onde serão embarcados em abril. A expectativa é que dez novos veículos estejam em operação até o fim deste ano.

A iniciativa integra o contrato de concessão realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), com a Metrô BH, e representa um avanço no transporte público da RMBH. 

“Em breve, estes novos trens estarão à disposição dos usuários do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte. São veículos modernos, confortáveis, climatizados, com internet e econômicos. Nosso governo continua trabalhando para aprimorar a mobilidade urbana e oferecer o melhor serviço à população”, disse o governador Mateus Simões.

O primeiro trem da nova frota chegou ao Brasil em janeiro, marcando o início da renovação. Atualmente, a composição está no pátio São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte, onde passa por testes finais. 

Ao todo, estão previstos 24 novos trens para o sistema, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. Com apoio do Estado, a concessionária antecipou em dois anos a aquisição da nova frota.

Os novos veículos representam um salto tecnológico, com ar-condicionado, sistemas de informação em tempo real, câmeras de segurança, conectividade e recursos de automação, ampliando o conforto, a regularidade e a capacidade operacional.

“Esse é um planejamento construído ao longo dos anos, com diálogo e organização. A concessão marcou um novo momento para o metrô e permitiu avanços importantes. Agora, começamos a entregar resultados concretos, que vão ampliar a capacidade e melhorar o atendimento à população”, destacou o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno.

Obras

Outro marco da concessão foi a inauguração da Estação Novo Eldorado, em Contagem. A unidade é a primeira nova estação do sistema metroferroviário em mais de duas décadas e foi entregue à população em fevereiro deste ano.

A nova estrutura amplia a capacidade de atendimento, fortalece a integração metropolitana e tem potencial para beneficiar cerca de 7 mil pessoas por dia.

Outra demanda antiga da população, que está próxima de se tornar realidade, é a Linha 2, que segue em ritmo acelerado de obras. Com 10,5 quilômetros de extensão e sete novas estações, o projeto vai ampliar a rede de transporte da RMBH.

As duas primeiras estações da Linha 2, Nova Suíça e Amazonas, já têm mais de 90% da estrutura civil concluída e devem ser entregues no primeiro semestre de 2026, antecipando em dois anos os benefícios previstos para a população.

Revitalização das estações

Na Linha 1, as melhorias já são realidade para milhares de usuários. Dez estações foram revitalizadas em 2025, e outras nove terão as obras concluídas em 2026.

As intervenções incluem avanços em acessibilidade, iluminação, sistemas hidráulicos, coberturas, sinalização e ambientação dos espaços. Entre os destaques estão a implantação de sinalização em braile, piso podotátil e banheiros adaptados, reforçando o compromisso com a inclusão, o conforto e a segurança dos passageiros.

Parte dos recursos utilizados para a modernização e ampliação da Linha 1 do Metrô da RMBH é oriunda do Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho, assinado em 2021 entre Governo de Minas, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) e a Vale, com o objetivo de reparar os danos provocados pelo rompimento da barragem em Brumadinho, em janeiro de 2019, que deixou 272 vítimas, além de problemas ambientais e socioeconômicos.