12 de fevereiro de 2026

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Agência Minas Gerais | Bombeiros lançam plano de dispersão emergencial para gerenciar hiperpúblicos no Carnaval mineiro

Investindo em planejamento, Minas Gerais é um dos poucos estados brasileiros que possuem uma Instrução Técnica, exclusivamente voltada para a segurança contra incêndio e pânico dos foliões. Para gerenciar o risco de hiperpúblicos no Carnaval da Liberdade 2026, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) monitora, em desfiles com mais de 100 mil pessoas, situações de perda de mobilidade individual e potencial esmagamento. Em 16 desfiles de BH a corporação dispõe de drones, planos de dispersão emergencial e equipes de atendimento e bombeiros militares nos trios elétricos, podendo inclusive realizar intervenções sonoras, visando a orientação e segurança do público.

Após mais de 670 reuniões realizadas entre o Corpo de Bombeiros Militar, organizadores de blocos e demais órgãos, o planejamento para o Carnaval de Belo Horizonte dá mostras de sua grandeza com cerca de 600 blocos confirmados. Um trabalho que começa bem antes da folia com a vistoria dos trajetos de cada cortejo, analisando compatibilidade das vias, distância de isolamentos dos trios, bem como itens de segurança contra incêndio e pânico. 

Gerenciamento do risco

O crescimento do Carnaval de rua em Minas Gerais nos últimos anos levou o Corpo de Bombeiros Militar a evoluir sua forma de atuação, transformando experiências anteriores e dados operacionais em inteligência para 2026. Diante da complexidade de gerenciamento do risco em hiperpúblicos, foram estabelecidos eixos de atuação, que têm como parâmetro o lançamento de equipes e tecnologias de acordo com o quantitativo de público em cada desfile. 

Blocos com público superior a 10 mil pessoas passam por vistorias durante sua concentração, já nos eventos acima de 50 mil foliões, bombeiros militares assumem a coordenação das brigadas, gerenciando equipes de saúde e o fluxo de ambulâncias. Nos blocos com mais de 100 mil pessoas, haverá monitoramento aéreo das aglomerações, repassando situações de risco em tempo real para bombeiros militares, estrategicamente posicionados no Posto de Comando e nos trios. O fluxo de informações permite inclusive a decisão de intervenção sonora, já previamente alinhada com os artistas presentes no bloco. Além disso, nos grandes cortejos, viaturas de resgate, salvamento e combate a incêndio ficam posicionadas para oferecer resposta imediata.

 

Entenda as ações de monitoramento, riscos envolvidos e medidas a serem adotadas:

Monitoramento permanente 

  • Militares posicionados no trio elétrico para leitura direta da densidade e do comportamento da multidão;

  • Monitoramento aéreo por drone para identificar bolsões de compressão;

  • Integração das informações com o Posto de Comando e órgãos apoiadores;

  • Decisão baseada em validação por múltiplas fontes (equipe em campo + drone + câmeras).

Identificação de sinais

  • Densidade igual ou superior a 6 pessoas por metro quadrado;

  • Perda de mobilidade da multidão;

  • Ondas de pressão (efeito dominó);

  • Bloqueio de rotas laterais;

  • Dificuldade de retirada de vítimas.

Medidas

  • Diminuição imediata do som do trio elétrico;

  • Comunicação orientada, calma e diretiva pelo locutor/artista, sob coordenação do CBMMG;

  • Orientação clara para uso das vias laterais;

  • Proibição de termos que gerem pânico.

  • Interrupção do avanço do trio para cessar a pressão sobre áreas já saturadas;

  • Abertura imediata de gradis e vias transversais;

  • Retirada de obstáculos físicos;

  • Atuação conjunta de Bombeiros, Brigadistas, PMMG, órgãos de trânsito e produção do evento.

  • Uso de barreiras de direcionamento humano;

  • Comunicação em cascata para evitar deslocamentos bruscos.

Com planejamento orientado por risco, tecnologia e presença operacional estratégica, o CBMMG busca garantir que, em meio à festa e à multidão, o Carnaval de 2026 também seja marcado pela segurança em todo o território mineiro.