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Semed e FAC discutem projeto Lixo Zero para 206 escolas – CGNotícias

Transformar a sustentabilidade em uma prática diária dentro das escolas, e não apenas em ações pontuais de educação ambiental. Essa é a proposta que começou a ser discutida pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e pelo Instituto Lixo Zero, com a possibilidade de implantação de projetos voltados à redução, reutilização, reciclagem e destinação correta de resíduos nas 206 unidades da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande.

A proposta foi debatida durante reunião entre a presidente do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), Adir Diniz, a secretária-adjunta da SEMED, Maria Lúcia de Fátima de Oliveira, o diretor da Academia Lixo Zero, Bruno Rodrigues, e o professor Anysio Henriques. O encontro tratou de possíveis parcerias para levar às escolas ações de educação para a sustentabilidade alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Entre as possibilidades apresentadas estão projetos que envolvem preservação ambiental, separação e descarte correto de resíduos, reciclagem, implantação de hortas pedagógicas e produção de adubo agroecológico a partir da compostagem de resíduos orgânicos, como folhas, gramas e galhos provenientes de podas.

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A ideia é que os temas sejam incorporados ao cotidiano escolar e utilizados também como ferramentas pedagógicas. Na prática, os resíduos produzidos dentro da própria escola podem se transformar em material para atividades de ensino, enquanto estudantes e profissionais passam a participar diretamente das ações de sustentabilidade.

Exemplo que já funciona

Um dos exemplos apresentados durante a reunião foi o da Escola de Educação Básica (EEB) Aldo Câmara da Silva, em São José, Santa Catarina, que se tornou, em 2019, a primeira escola do Brasil certificada pelo Instituto Lixo Zero Brasil.

A partir de iniciativas de educação ambiental incorporadas à rotina escolar, a unidade conseguiu reduzir em cerca de 96% o volume de resíduos encaminhados aos aterros sanitários, destinando aos locais apenas os rejeitos que não podem ser reciclados.

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Entre as mudanças adotadas está a substituição dos tradicionais cestos de lixo nas salas por caixas destinadas à coleta de papel e recipientes específicos para materiais como aparas de lápis. A proposta é fazer com que a separação dos resíduos deixe de ser uma ação eventual e passe a integrar o dia a dia da comunidade escolar.

Outro exemplo citado durante o encontro foi o da Escola Municipal Antonio José Paniago, no Jardim Itamaracá, que recebeu, em 2026, R$ 100 mil do Prêmio Escolas Baseadas na Natureza, como reconhecimento pelo projeto de sustentabilidade desenvolvido na unidade.

A experiência da escola de Campo Grande foi um dos pontos que motivaram a discussão sobre a possibilidade de ampliar iniciativas semelhantes para outras unidades da Rede Municipal.

Educação ambiental como prática cotidiana

Para a secretária-adjunta da SEMED, Maria Lúcia de Fátima de Oliveira, a proposta representa uma oportunidade de ampliar as ações de sustentabilidade já desenvolvidas pela Rede Municipal e aproximar o tema da rotina de estudantes e profissionais.

“Levar esse programa do Lixo Zero para as nossas escolas e transformá-las totalmente sustentáveis vai ser uma grande alegria para mim. Precisamos orientar os nossos alunos, principalmente as crianças, que vão estar aí no futuro e que, se a gente não fizer alguma coisa, vão acontecer desastres muito maiores”, afirmou.

A intenção é que a educação ambiental seja trabalhada de forma transversal, envolvendo diferentes áreas do conhecimento e estimulando os estudantes a compreenderem, desde a escola, a relação entre consumo, geração de resíduos, preservação dos recursos naturais e responsabilidade coletiva.

Além do impacto ambiental, a iniciativa também pode contribuir para a formação de hábitos que ultrapassem os muros das escolas, levando os conhecimentos adquiridos pelos alunos para suas famílias e comunidades.

A proposta ainda está em fase de discussão entre a SEMED e o Instituto Lixo Zero, que avaliam as possibilidades de parceria e as estratégias para desenvolvimento dos projetos na Rede Municipal de Ensino.

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