{"id":25130,"date":"2025-06-29T11:13:54","date_gmt":"2025-06-29T14:13:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2025\/06\/29\/com-15-anos-rio-sem-lgbtifobia-tem-desafio-de-ampliar-alcance\/"},"modified":"2025-06-29T11:13:54","modified_gmt":"2025-06-29T14:13:54","slug":"com-15-anos-rio-sem-lgbtifobia-tem-desafio-de-ampliar-alcance","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2025\/06\/29\/com-15-anos-rio-sem-lgbtifobia-tem-desafio-de-ampliar-alcance\/","title":{"rendered":"Com 15 anos, Rio Sem LGBTIfobia tem desafio de ampliar alcance"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"160.82116788321\">\n<p>O psic\u00f3logo Alexander Borges, de 26 anos, veio de Cuiab\u00e1 para o Rio de Janeiro morar com a noiva\u00a0e teve dificuldades para encontrar um emprego. As contas mensais eram pagas apenas com a ajuda dos pais e da sogra.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o provocou uma tristeza profunda, at\u00e9 descobrir que, como homem trans, poderia contar com o apoio do programa estadual Rio Sem LGBTIfobia.<\/p>\n<p>\u201cMinha noiva descobriu o programa, disse que eles tinham psic\u00f3logos e ajudavam com quest\u00f5es de emprego\u201d, conta Alexander. \u201cEu estava muito triste e ansioso. Foram muito atenciosos e me apoiaram bastante. E o programa me encaminhou para uma oportunidade de emprego no Tribunal de Justi\u00e7a. Participei e passei no processo seletivo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Receita retida: entenda como fica a venda de canetas emagrecedoras<\/strong><\/p>\n<p><strong>Samba na Gamboa mostra o samba da Bahia neste domingo<\/strong><\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<h6 class=\"meta\">Alexander Borges, homem trans que conseguiu emprego por meio do Rio Sem LGBTIfobia.\u00a0<strong>Alexander Borges\/Arquivo Pessoal<\/strong><!--END copyright=428938--><\/h6>\n<\/div>\n<p>Alexander assinou a carteira de trabalho na \u00faltima segunda-feira (23) e j\u00e1 come\u00e7ou a trabalhar na ter\u00e7a (24). No m\u00eas do Orgulho LGBTQIA+, celebrado sempre\u00a0em junho, ele comemora a\u00a0conquista e defende a import\u00e2ncia de programas voltados para a garantia de direitos fundamentais da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+.<\/p>\n<p>\u201cEssas pessoas muitas vezes est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social e econ\u00f4mica. Muitos nem t\u00eam no\u00e7\u00e3o de que existe esse tipo de ajuda e que possuem direitos b\u00e1sicos de vida. O programa ajuda a lembrar constantemente a import\u00e2ncia da luta\u201d, diz Alexander. \u201cEspero que essa vit\u00f3ria coletiva continue. E que o programa seja mais divulgado, porque \u00e9 transformador, abre muitas portas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Flamengo encara Bayern por vaga nas quartas do Mundial<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hoje \u00e9 Dia: programa Sem Censura e campanha Julho Amarelo em destaque<\/strong><\/p>\n<h2>Iniciativa pioneira<\/h2>\n<p>O Rio Sem LGBTIfobia completou 15 anos no m\u00eas de maio, e\u00a0 \u00e9 um exemplo de iniciativa p\u00fablica que permitiu avan\u00e7os no atendimento das demandas e necessidades do p\u00fablico-alvo.<\/p>\n<p>Geridos pelo programa, os Centros de Cidadania LGBT acolhem tanto pessoas em situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia como outros que precisam de informa\u00e7\u00f5es mais gerais. S\u00e3o ofertados atendimentos jur\u00eddico, social e psicol\u00f3gico a pessoas l\u00e9sbicas, gays, bissexuais e transg\u00eaneras. Funcionam ainda como espa\u00e7os de mobiliza\u00e7\u00e3o por pol\u00edticas p\u00fablicas de combate \u00e0 homofobia e \u00e0 transfobia.<\/p>\n<p>O atual coordenador do Rio Sem LGBTIfobia, Ernane Alexandre Pereira, destaca a amplia\u00e7\u00e3o do alcance do programa ao longo dos 15 anos. Ele tamb\u00e9m \u00e9 superintendente de Pol\u00edticas para LGBTI+ da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<h6 class=\"meta\">Coordenador do Rio Sem LGBTIfobia,\u00a0Ernane Alexandre Pereira.\u00a0<strong>Emane Alexandre Pereira\/Arquivo Pessoal<\/strong><!--END copyright=428939--><\/h6>\n<\/div>\n<p>\u201cHoje, temos 23 equipamentos espalhados nos 92 munic\u00edpios do Rio de Janeiro. Essa interioriza\u00e7\u00e3o permite que nossas boas pr\u00e1ticas e pol\u00edticas p\u00fablicas possam se estender para a popula\u00e7\u00e3o mais distante da capital. A gente consegue acolher melhor v\u00edtimas de viol\u00eancia ou outras pessoas que precisam de apoio. \u00c9 um trabalho feito com equipe multidisciplinar, com assistentes sociais, advogados, psic\u00f3logos\u201d, diz Ernane.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico<\/h2>\n<p>No principal edif\u00edcio da Central do Brasil, por onde milhares de pessoas circulam diariamente, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o tradicional rel\u00f3gio de quatro faces que se destaca. De longe, as janelas do s\u00e9timo andar chamam a aten\u00e7\u00e3o por ter uma bandeira grande arco-\u00edris e um n\u00famero de telefone: 0800-023-4567.<\/p>\n<p>O Disque Cidadania LGBT funciona 24 horas por dia, e sete dias por semana. O canal telef\u00f4nico\u00a0\u00e9 uma das principais ferramentas de atendimento do Rio Sem LGBTIfobia, que tem o pr\u00e9dio da Central do Brasil\u00a0como sede administrativa desde o in\u00edcio do programa, em 2010.<\/p>\n<p>Alguns antecedentes ajudam a entender o processo de formula\u00e7\u00e3o do programa estadual. Primeiro, \u00e9 preciso considerar que ele surge depois de um hist\u00f3rico de lutas da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, que desde as \u00faltimas d\u00e9cadas do S\u00e9culo 20 pressionava o poder p\u00fablico por iniciativas espec\u00edficas e direitos fundamentais.<\/p>\n<p>No contexto estadual, uma das primeiras conquistas foi a Lei 5.034\/0749, em maio de 2007. Sancionada pelo governo, ela concedeu benef\u00edcios previdenci\u00e1rios para parceiros homoafetivos de servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p>No m\u00eas seguinte, um decreto estadual estabeleceu que fosse constitu\u00edda uma c\u00e2mara t\u00e9cnica para elaborar o programa \u201cRio Sem Homofobia\u201d. Era composta por 28 membros, que inclu\u00edam acad\u00eamicos, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, parlamentares estaduais e representantes de \u00f3rg\u00e3os do Estado do Rio.<\/p>\n<p>Havia, nesse per\u00edodo, um esfor\u00e7o da Superintend\u00eancia de Direitos Individuais Coletivos e Difusos (Superdir) para implanta\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os voltados para l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.<\/p>\n<p>Em abril de 2009, foi publicado o decreto que criou o Conselho LGBT do estado do Rio de Janeiro, vinculado \u00e0 Superdir.<\/p>\n<p>Finalmente, em junho de 2010, foi iniciado oficialmente o \u201cRio sem Homofobia\u201d. Os primeiros centros de refer\u00eancia foram inaugurados nesse primeiro ano, na capital fluminense e em Nova Friburgo.<\/p>\n<p>O nome atual do programa foi estabelecido em agosto de 2020, por meio de decreto. O entendimento era de que a express\u00e3o \u201chomofobia\u201d n\u00e3o dava conta de todos os grupos LGBTQIA+ atendidos pelo programa, j\u00e1 que se refere \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o contra homossexuais, grupo que s\u00f3 abarca as letras L e G da sigla.<\/p>\n<p>Em novembro de 2021, \u00e9 sancionada a Lei 9.496 pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O Rio Sem LGBTfobia deixa de funcionar por decreto, como um programa de governo, e passa a ser um programa do estado.<\/p>\n<h2>Desafios<\/h2>\n<p>Para o coordenador do Rio Sem LGBTIfobia Ernane Alexandre Pereira, h\u00e1 muito o que se comemorar pelo avan\u00e7o do programa, mas alguns desafios precisam ser enfrentados nos pr\u00f3ximos anos para torn\u00e1-lo mais eficiente.<\/p>\n<p>\u201cVejo ainda a necessidade de estender o programa para mais munic\u00edpios do Rio. N\u00e3o conseguimos dar conta do n\u00famero de demandas que o estado tem. Tamb\u00e9m precisamos melhorar a infraestrutura dos equipamentos. As equipes precisam de ve\u00edculos, por exemplo, para deslocamento e atender as demandas em menor tempo\u201d, diz Ernane.<\/p>\n<p>\u201cParcerias p\u00fablico-privadas tamb\u00e9m precisam ser alcan\u00e7adas. Precisamos de mais apoio e de di\u00e1logo direto com as prefeituras. Um suporte maior. Muitos munic\u00edpios ainda n\u00e3o abriram as portas para a gente dialogar sobre a nossa pauta\u201d, complementa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O psic\u00f3logo Alexander Borges, de 26 anos, veio de Cuiab\u00e1 para o Rio de Janeiro&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-25130","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jogos-ao-vivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25130","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25130"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25130\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}