{"id":27009,"date":"2025-07-31T11:20:57","date_gmt":"2025-07-31T14:20:57","guid":{"rendered":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2025\/07\/31\/arnaldo-antunes-canta-e-recita-leminski-na-abertura-da-flip-em-paraty\/"},"modified":"2025-07-31T11:20:57","modified_gmt":"2025-07-31T14:20:57","slug":"arnaldo-antunes-canta-e-recita-leminski-na-abertura-da-flip-em-paraty","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2025\/07\/31\/arnaldo-antunes-canta-e-recita-leminski-na-abertura-da-flip-em-paraty\/","title":{"rendered":"Arnaldo Antunes canta e recita Leminski na abertura da Flip, em Paraty"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"172.2005818652\">\n<blockquote wp_automatic_readability=\"9\">\n<p>\u201cPaulo Leminski era um elo entre a cultura e a contracultura. Ao mesmo tempo, erudito e popular, f\u00e1cil e dif\u00edcil, caprichoso e relaxado. Sempre libert\u00e1rio na forma e no conte\u00fado.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O poeta e m\u00fasico Arnaldo Antunes compartilhou mem\u00f3rias da rela\u00e7\u00e3o que tinha com o autor homenageado\u00a0pela 23\u00aa Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty (Flip), na noite desta quarta-feira (30) durante a mesa de abertura do evento.<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de apresentar e comentar obras de seu amigo Leminski, o artista lembrou cenas que viveram juntos e contou da parceria entre os dois na arte. Foi aplaudido diversas vezes ap\u00f3s recitar poesias e cantar no palco. Ao final, os aplausos vieram do p\u00fablico em p\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Decreto detalha libera\u00e7\u00e3o de R$ 20,6 bilh\u00f5es do Or\u00e7amento de 2025<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sa\u00fade abre consulta sobre inclus\u00e3o da vacina meningo B no SUS<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando eu conheci a poesia dele, era como uma pe\u00e7a que se encaixava, para mim, entre a poesia concreta e a tropic\u00e1lia\u201d, lembrou.<\/p>\n<p><strong>Homenageado desta edi\u00e7\u00e3o, Paulo Leminski (Curitiba, 1944-1989) \u00e9 conhecido especialmente pela poesia. No entanto, ele foi tamb\u00e9m ensa\u00edsta, bi\u00f3grafo, m\u00fasico, publicit\u00e1rio, judoca faixa-preta e tradutor de autores como Samuel Beckett, James Joyce e Petr\u00f4nio.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEle discorria com desenvoltura sobre poesia de v\u00e1rias \u00e9pocas, l\u00ednguas e culturas. Mas era uma erudi\u00e7\u00e3o sem ostenta\u00e7\u00e3o, sem emp\u00e1fia nenhuma, trazendo dos cl\u00e1ssicos o que era vital, o que continua a nos dizer alguma coisa hoje em dia\u201d, disse Antunes.<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"3.160447761194\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=432440-->Abertura da 23\u00aa Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty (Flip) no Audit\u00f3rio da Matriz \u2013 <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=432440--><\/h6>\n<\/div>\n<h2>Abertura da Flip<\/h2>\n<p>O Audit\u00f3rio da Matriz estava lotado para o evento, mas quem ficou de fora tamb\u00e9m conseguiu assistir \u00e0 abertura da Festa pelo Audit\u00f3rio da Pra\u00e7a \u2013 um tel\u00e3o e cadeiras sob uma grande tenda, instalados ao lado da Igreja da Matriz. A transmiss\u00e3o p\u00f4de ser vista a partir da pra\u00e7a em frente e tamb\u00e9m das ruas laterais.<\/p>\n<p>Curadora da Flip, Ana Lima Cecilio contou que a poesia est\u00e1 espalhada pela cidade, n\u00e3o s\u00f3 no programa principal, mas no palco Caprichos e Relaxos e em todas as casas parceiras.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"10\">\n<p>\u201cO Leminski serviu como norte pra montar uma programa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de cheia de poesia, com muita arte misturada. Ele fazia tamb\u00e9m m\u00fasica e pensava poemas visuais. Isso est\u00e1 refletido na programa\u00e7\u00e3o inteira\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A curadora lembrou que Leminski, al\u00e9m de amigo, foi uma grande inspira\u00e7\u00e3o para Antunes: \u201cEles eram muito pr\u00f3ximos, n\u00e3o s\u00f3 na amizade mas tamb\u00e9m na arte. \u00c9 uma bela abertura pra inaugurar essa festa na cidade, que est\u00e1 linda\u201d.<\/p>\n<h2>Amizade e parceria<\/h2>\n<p><strong>Entre as hist\u00f3rias da carreira de Leminski, Arnaldo Antunes ressaltou as biografias bastante diversas que ele escreveu. \u201cEle fez a biografia de [Jesus] Cristo, de [Matsuo] Bach\u00f4, de Cruz e Souza e de [Leon] Trotsky. Isso revela a explos\u00e3o dos interesses dele, o olhar multifacet\u00e1rio que ele tinha.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Arnaldo Antunes contou que conheceu a obra do Leminski antes de conhec\u00ea-lo pessoalmente. O primeiro contato foi com o romance <em>Catatau<\/em>, que ganhou de presente no final dos anos 70.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"6\">\n<p>\u201cMe deslumbrou pelo seu jorro extenso e intenso de insights\u201d, disse Antunes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cEu li sem me prender ao enredo, mas tomado por aqueles jogos sonoros de alitera\u00e7\u00f5es, paronom\u00e1sias, redes de sons e sentidos e subvers\u00f5es sint\u00e1ticas \u2013 tudo que ele trazia\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Paulo e Arnaldo se conheceram pessoalmente por volta de 1985: \u201cEu lembro de ter uma empatia imediata com ele quando conheci. Ele era do tipo da pessoa que te deixava inteiramente \u00e0 vontade logo de cara.\u201d\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Arnaldo Antunes contou que algumas vezes chegou a hospedar Leminski e sua esposa \u00e0 \u00e9poca Alice Ruiz, tamb\u00e9m poeta, em seu apartamento em S\u00e3o Paulo, que ficava na esquina da Avenida Paulista com a Avenida Consola\u00e7\u00e3o, onde morava com Go, com quem era casado.<\/p>\n<p>\u201cEu lembro deles chegando, o Paulo chegava com um casaco de couro, j\u00e1 punha um disco do Sex Pistols na vitrola e falando mil coisas, fazia uma resenha cultural incr\u00edvel de tudo que estava acontecendo. Tocava as m\u00fasicas dele no viol\u00e3o, ele tinha um jeito meio brutalista de tocar viol\u00e3o, bem incorporando a coisa <em>punk<\/em>\u201d, lembrou o cantor.<\/p>\n<p><strong>Em uma dessas visitas, eles compuseram uma m\u00fasica juntos. \u201c\u00c9 uma can\u00e7\u00e3o chamada <em>UTI<\/em>, que foi gravada por uma banda chamada Cl\u00ednica\u201d, disse, tirando risos do p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=432429-->Poeta e m\u00fasico Arnaldo Antunes celebra a obra do homenageado da Flip Paulo Leminski, no Audit\u00f3rio da Matriz \u2013 <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=432429--><\/h6>\n<\/div>\n<h2>Vida e poesia<\/h2>\n<p>Ao recordar um <em>R\u00e8veillon<\/em>\u00a0que passaram juntos na presen\u00e7a de v\u00e1rios amigos, Arnaldo contou como Leminski vivia a poesia: \u201cEle chegou nesse <em>R\u00e9veillon<\/em> dando de presente para as pessoas, eu n\u00e3o sei se manuscritos ou datilografados, os poemas mais recentes que ele havia feito, presenteando as pessoas\u201d, lembrou.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>\u201cIsso \u00e9 um exemplo de como ele vivia a poesia. A cria\u00e7\u00e3o das artes em geral n\u00e3o \u00e9 algo para comentar a vida, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de vida. E o Leminski entendia isso melhor do que ningu\u00e9m.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para Antunes, Leminski \u00e9 dessas pessoas que fazem falta para a cena cultural. \u201cForam poucos anos de conv\u00edvio, mas que deixam muitas saudades\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>\u201cNa cena cultural, ele faz muita falta, assim como o Wally Salom\u00e3o, o D\u00e9cio Pignatari, o Haroldo de Campos, a C\u00e1ssia Eller, o Itamar Assun\u00e7\u00e3o, o Z\u00e9 Celso. S\u00e3o esses buracos que ficam\u201d, acrescentou.<\/strong><\/p>\n<h2>Programa\u00e7\u00e3o oficial<\/h2>\n<p>O programa oficial da festa internacional de Paraty \u00e9 composto por 21 mesas liter\u00e1rias, com autores brasileiros e estrangeiros, e curadoria de Ana Lima Cecilio. Confira a programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>As mesas ocorrem no Audit\u00f3rio da Matriz, com transmiss\u00e3o ao vivo no Audit\u00f3rio da Pra\u00e7a, pelo site e YouTube da Flip e pelo canal Arte1. <\/strong><\/p>\n<p>Entre os poetas convidados, nesta edi\u00e7\u00e3o, est\u00e3o Alice Ruiz, Claudia Roquette-Pinto, Lilian Sais, Mar\u00edlia Garcia e Sergio Vaz.<\/p>\n<p><em>*A rep\u00f3rter viajou a convite da Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2025.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPaulo Leminski era um elo entre a cultura e a contracultura. 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