{"id":27840,"date":"2025-08-14T09:16:21","date_gmt":"2025-08-14T12:16:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2025\/08\/14\/encontro-de-jongueiros-transforma-praca-tiradentes-em-quilombo-no-rio\/"},"modified":"2025-08-14T09:16:21","modified_gmt":"2025-08-14T12:16:21","slug":"encontro-de-jongueiros-transforma-praca-tiradentes-em-quilombo-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2025\/08\/14\/encontro-de-jongueiros-transforma-praca-tiradentes-em-quilombo-no-rio\/","title":{"rendered":"Encontro de Jongueiros transforma Pra\u00e7a Tiradentes em quilombo no Rio"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"225.59651229274\">\n<p>A Pra\u00e7a Tiradentes, no centro do Rio, vai se transformar em quilombo\u00a0nesta quinta-feira (14), a partir das 10h,\u00a0at\u00e9 s\u00e1bado (16), durante o <strong>Encontro de Jongueiros<\/strong>.\u00a0Na\u00a0<strong>Semana do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Nacional<\/strong>, cerca de 400 praticantes da dan\u00e7a, origin\u00e1rios de 18 comunidades de jongo de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro\u00a0v\u00e3o se reunir em rodas, shows de samba, oficinas com mestres,\u00a0exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica na pra\u00e7a e\u00a0semin\u00e1rio no <strong>Teatro Carlos Gomes<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>O evento comemora os 20 anos de reconhecimento da dan\u00e7a como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil, em 2005, pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan), dentro do calend\u00e1rio de festas, eventos e projetos comemorativos criado por lideran\u00e7as de comunidades jongueiras.<\/strong><\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"3.9382239382239\">\n<h6 class=\"meta\">Jongo:dan\u00e7a \u00e9 express\u00e3o\u00a0cultural afro-brasileira caracter\u00edstica da Regi\u00e3o Sudeste do Brasil. Foto: <strong>Karen Eppinghaus\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=432040--><\/h6>\n<\/div>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 analisar os resultados do plano de salvaguarda do g\u00eanero musical coreogr\u00e1fico afro-brasileiro, que re\u00fane ritmo com a percuss\u00e3o de tambores, dan\u00e7a de roda e versos dos cantos tamb\u00e9m conhecidos como pontos.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"11\">\n<p>\u201cVai ser a grande comemora\u00e7\u00e3o dos 20 anos do tombamento do jongo. A Pra\u00e7a Tiradentes vai virar quilombo\u201d, disse o pesquisador, m\u00fasico e coordenador do encontro, Marcos Andr\u00e9 Carvalho, em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Oralidade<\/h2>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o da <strong>express\u00e3o cultural afro-brasileira caracter\u00edstica da Regi\u00e3o Sudeste do Brasil<\/strong>, se deve\u00a0muito\u00a0\u00e0 transmiss\u00e3o dos saberes de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, por meio da comunica\u00e7\u00e3o oral ou oralidade, do gestual e da materialidade dos instrumentos musicais.<\/p>\n<p><strong>Ramagem pede absolvi\u00e7\u00e3o e nega monitoramento ilegal na Abin<\/strong><\/p>\n<p><strong>General Heleno nega participa\u00e7\u00e3o na trama golpista em alega\u00e7\u00f5es ao STF<\/strong><\/p>\n<p>Dependendo da localidade, o <strong>jongo tamb\u00e9m \u00e9 chamado de congo ou caxambu<\/strong>. No Esp\u00edrito Santo, pode ser congo. No Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro, \u00e9 caxambu, nome dado tamb\u00e9m em Minas Gerais e no Morro da Serrinha, em Madureira, e ainda na zona norte da capital.<\/p>\n<p>A <strong>dan\u00e7a tem\u00a0matrizes que vieram da \u00c1frica com pessoas escravizadas, de origem Bantu, especialmente do Congo, Angola e\u00a0Mo\u00e7ambique<\/strong>, levadas\u00a0para trabalhar em lavouras de caf\u00e9 e de cana-de-a\u00e7\u00facar, no Rio de Janeiro, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Com a aboli\u00e7\u00e3o, <strong>parte dos libertos migrou para a capital do Rio de Janeiro, se instalando em favelas e fundando escolas de samba<\/strong>. Outros permaneceram na regi\u00e3o fortalecendo a cultura no Vale do Caf\u00e9, onde o jongo \u00e9 preservado na ess\u00eancia original. L\u00e1 existem cinco comunidades centen\u00e1rias dos munic\u00edpios de Barra do Pira\u00ed, Pira\u00ed, Valen\u00e7a, Pinheiral e Vassouras, no sul do estado.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"15\">\n<p>\u201cO jongo nasceu nas senzalas das cidades do Vale do Caf\u00e9 e, com a aboli\u00e7\u00e3o, desceu para a capital,\u00a0onde foram fundadas as\u00a0primeiras favelas do Rio, que s\u00e3o Salgueiro, Mangueira, S\u00e3o Carlos, Provid\u00eancia e Serrinha\u201d, completou Marcos Andr\u00e9.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo Marcos Andr\u00e9, eles criaram o Circuito Afro do Vale do Caf\u00e9, unindo as cinco comunidades centen\u00e1rias para trazer o turismo \u00e9tnico mundial e melhorar a vida dessas popula\u00e7\u00f5es, historicamente exploradas e exclu\u00eddas.<\/p>\n<h2>Debates<\/h2>\n<p><strong><em>Pesquisas, invent\u00e1rios e registros sobre o jongo e o Vale do Caf\u00e9 <\/em>\u00e9 o tema de\u00a0abertura do semin\u00e1rio, hoje, \u00e0s 10h, no Teatro Carlos Gomes.<\/strong> Participam\u00a0a pesquisadora e integrante da Velha Guarda do Imp\u00e9rio Serrano, Raquel Valen\u00e7a;\u00a0as professoras do Laborat\u00f3rio de Hist\u00f3ria Oral da Universidade Federal Fluminense (UFF),\u00a0Hebe Mattos e Martha Abreu; o Procurador da Rep\u00fablica, J\u00falio Jos\u00e9 Ara\u00fajo J\u00fanior; o fundador do Instituto Cachuera\u00a0de S\u00e3o Paulo\u00a0Paulo Dias; a\u00a0professora\u00a0da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Eleonora Gabriel\u00a0e da UFF\u00a0Elaine Monteiro; e o jongueiro do Morro da Serrinha e produtor cultural\u00a0Rodrigo Nunes, e outros.<\/p>\n<p><strong>No mesmo dia\u00a0ser\u00e3o realizados dois debates.<\/strong> O tema do primeiro, que come\u00e7a \u00e0s 11h30, \u00e9 <em>Mestras e Mestres \u2013 Avalia\u00e7\u00e3o dos 20 anos de registro do Jongo e prospec\u00e7\u00f5es sobre o futuro das comunidades<\/em>. Estar\u00e3o presentes mestres dos grupos de Pinheiral, P\u00e1dua, Campos, Quilombo S\u00e3o Jos\u00e9 dos munic\u00edpios de Valen\u00e7a, Barra do Pira\u00ed, Natividade, Quissam\u00e3, Mag\u00e9 e Pira\u00ed e do babalorix\u00e1 e produtor Pai D\u00e1rio do Morro da Serrinha.<\/p>\n<p><strong>\u00c0s 14h30, come\u00e7a a\u00a0contribui\u00e7\u00e3o bantu para a forma\u00e7\u00e3o da cultura do Rio e do Vale do Caf\u00e9<\/strong>, que vai contar com a participa\u00e7\u00e3o da primeira doutora negra do Brasil, a professora Helena Theodoro, do babalawo Ivanir dos Santos, do professor e escritor Luiz Rufino e do pesquisador Marcos Andr\u00e9.<\/p>\n<h2>Lan\u00e7amento<\/h2>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o da tarde tem ainda o lan\u00e7amento do <strong>Museu do Jongo<\/strong>, com participa\u00e7\u00e3o de uma das lideran\u00e7as do <strong>jongo de Pinheiral<\/strong>, Mestra Fatinha, matriarca com mais de 40 anos de milit\u00e2ncia pela divulga\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o desta cultura.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"17\">\n<p>\u201cO jongo do Pinheiral nunca parou ou ficou adormecido. Ele vem passando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, e h\u00e1 40 anos\u00a0fazemos a coordena\u00e7\u00e3o do\u00a0trabalho de preserva\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a, da autoestima do nosso povo preto, principalmente\u00a0das nossas crian\u00e7as. \u00c9 a nossa bandeira de luta, porque, em uma roda de jongo, a gente trabalha v\u00e1rias coisas\u00a0sempre em busca da liberdade,\u00a0e continuamos mantendo a tradi\u00e7\u00e3o genu\u00edna\u201d, afirmou\u00a0Mestra Fatinha, em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O espa\u00e7o vai reunir em um portal <strong>cerca de 5 mil fotos, \u00e1udios e v\u00eddeos in\u00e9ditos e artigos sobre comunidades de jongo<\/strong>, resultado de uma pesquisa de 30 anos de Marcos Andr\u00e9 e das lideran\u00e7as jongueiras do local.<\/p>\n<p>\u201cAli v\u00e3o estar todos os acervos das fam\u00edlias jongueiras que estavam se deteriorando e dispersos. Tudo isso foi reunido em um trabalho de d\u00e9cadas e vai estar tudo digitalizado e disponibilizado gratuitamente na internet no Museu do Jongo\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>O museu vai funcionar dentro de um <strong>parque tem\u00e1tico<\/strong>, que est\u00e1 em andamento com o projeto executivo selecionado, segundo o pesquisador, pelo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), do governo federal. O local \u00e9 no Parque das Ru\u00ednas de Pinheiral, origem desta manifesta\u00e7\u00e3o afro-brasileira.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"10\">\n<p>\u201cTantos anos depois da aboli\u00e7\u00e3o essas comunidades ainda n\u00e3o t\u00eam seus museus, centros de visita\u00e7\u00e3o ou suas escolas de jongo. \u00c9 sobre isso que a gente est\u00e1 falando e Pinheiral j\u00e1 deu o primeiro passo com a aprova\u00e7\u00e3o do projeto executivo pelo PAC na Fazenda S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinheiros\u201d, observou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m do Museu, o espa\u00e7o ter\u00e1 a Escola do Jongo, um restaurante de comidas \u00e9tnicas e um centro tur\u00edstico de visita\u00e7\u00e3o. <strong>Conforme o pesquisador, a inaugura\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista para 2027<\/strong>.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o do primeiro dia tem ainda a exibi\u00e7\u00e3o curta-metragem <em>Jongo do Vale do Caf\u00e9<\/em>, que conta as ra\u00edzes do jongo e do local onde ele nasceu durante a escravid\u00e3o. A dire\u00e7\u00e3o \u00e9 de Marcos Andr\u00e9 Carvalho. O dia se encerra \u00e0s 17h,com uma roda de jongo.<\/p>\n<h2>Oficinas<\/h2>\n<p><strong>Na sexta-feira (15),\u00a0ser\u00e3o realizadas\u00a0oficinas entre 10h e 18h, no Museu da Rep\u00fablica<\/strong>, no Catete, e na sede do Iphan RJ, no centro da cidade. A primeira, \u00e0s 10h, vai ensinar a fazer um <strong>tamb\u00fa<\/strong>, que \u00e9 a arte de confec\u00e7\u00e3o do<strong> tambor de jongo<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Depois, \u00e0s 11h30, \u00e9 a vez de mostrar as igualdades e diferen\u00e7as da dan\u00e7a do jongo e do caxambu.<\/strong> Na parte da tarde a terceira oficina, \u00e0s 14h, vai tratar dos cantos e pontos, a forma musical como se comunicam os jongueiros e \u00e0s 16h a oficina 4 trar\u00e1 Toques do tamb\u00fa e candongueiro.<\/p>\n<p><strong>No \u00faltimo dia, s\u00e1bado (16)<\/strong>, vai ter mais um semin\u00e1rio no Teatro Carlos Gomes. O tema da primeira mesa, que come\u00e7a \u00e0s 10h30, \u00e9 <em>Pol\u00edticas de Salvaguarda para o Jongo \u2013 Poder P\u00fablico e parceiros<\/em>. <strong>Ao meio dia<\/strong>, haver\u00e1 uma homenagem \u00e0s mestras e mestres de jongo e caxambu.<strong> \u00c0s 12h30<\/strong>, o lan\u00e7amento e a estreia do curta-metragem Mestres do Patrim\u00f4nio Imaterial do Estado do Rio,\u00a0dirigido por Marcos Andr\u00e9 Carvalho.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"9\">\n<p>\u201cTem mestres da ciranda cai\u00e7ara da Costa Verde, do candombl\u00e9, do afox\u00e9, do jongo e da umbanda. S\u00e3o mestres dessas tradi\u00e7\u00f5es com seus depoimentos.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o, come\u00e7a o cortejo, \u00e0s 13h e \u00e0s 14h, com a abertura da exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica na Pra\u00e7a Tiradentes<\/strong>, no mesmo local\u00a0das rodas de jongo das comunidades, a partir das 15h. O\u00a0 p\u00fablico vai se divertir com o grupo Samba de Caboclo e participa\u00e7\u00f5es especiais. <strong>O encerramento est\u00e1 previsto para \u00e0s 22h<\/strong>.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"11\">\n<p>\u201c\u00c9 um momento hist\u00f3rico, realmente. Nunca 400 quilombolas de 18 quilombos ocuparam uma pra\u00e7a no centro do Rio. Vai ter fogueira, v\u00e3o construir um altar com pretos velhos, as \u00e1rvores da pra\u00e7a v\u00e3o ser iluminadas\u201d, revelou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pra\u00e7a Tiradentes, no centro do Rio, vai se transformar em quilombo\u00a0nesta quinta-feira (14), a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-27840","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jogos-ao-vivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27840\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}