{"id":32562,"date":"2025-11-02T10:44:16","date_gmt":"2025-11-02T13:44:16","guid":{"rendered":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2025\/11\/02\/museu-do-ipiranga-lanca-podcast-com-olhar-critico-sobre-sua-historia\/"},"modified":"2025-11-02T10:44:16","modified_gmt":"2025-11-02T13:44:16","slug":"museu-do-ipiranga-lanca-podcast-com-olhar-critico-sobre-sua-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2025\/11\/02\/museu-do-ipiranga-lanca-podcast-com-olhar-critico-sobre-sua-historia\/","title":{"rendered":"Museu do Ipiranga lan\u00e7a podcast com olhar cr\u00edtico sobre sua hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"163.58706592854\">\n<p>O Museu do Ipiranga, em S\u00e3o Paulo, lan\u00e7ou, nesta semana, o primeiro epis\u00f3dio do podcast <em>Pensar o presente \u2013 hist\u00f3rias de um museu em transforma\u00e7\u00e3o<\/em>, como parte das comemora\u00e7\u00f5es dos 130 anos da abertura da institui\u00e7\u00e3o. Produzido pelo Est\u00fadio Novelo, o projeto reflete, com olhar cr\u00edtico, as narrativas do museu ao longo de sua exist\u00eancia. S\u00e3o cinco epis\u00f3dios que ser\u00e3o divulgados semanalmente, \u00e0s quartas-feiras.<\/p>\n<p><strong>Para o diretor do Museu do Ipiranga, Paulo C\u00e9sar Garcez Marins, \u00e9 muito importante hoje que um museu de hist\u00f3ria reveja constantemente suas linhas de pensamento e amplie os horizontes, com a incorpora\u00e7\u00e3o das diversas narrativas que comp\u00f5em a sociedade brasileira \u00e0s suas exposi\u00e7\u00f5es e cole\u00e7\u00f5es.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"6.5833333333333\">\n<p>\u201cEsse \u00e9 um esfor\u00e7o que diversas institui\u00e7\u00f5es t\u00eam feito, que \u00e9 alargar o perfil das suas cole\u00e7\u00f5es para uma diversidade social brasileira\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Samba na Gamboa celebra roda carioca Terreiro de Crioulo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lideran\u00e7a jovem da COP quer justi\u00e7a clim\u00e1tica no centro da confer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os epis\u00f3dios do podcast t\u00eam como ponto de partida itens ou cole\u00e7\u00f5es do acervo do museu, que demonstram esse fen\u00f4meno da diversidade. <strong>At\u00e9 ent\u00e3o, eram representadas apenas as elites paulistas, agora est\u00e3o contemplados outros segmentos sociais.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>A iniciativa, aponta a institui\u00e7\u00e3o, reflete sobre o apagamento da popula\u00e7\u00e3o e da cultura negra nos debates hist\u00f3ricos, al\u00e9m da aus\u00eancia das mulheres e de tem\u00e1ticas femininas nessas narrativas.<\/p>\n<p><strong>Segundo o diretor, o museu reuniu cole\u00e7\u00f5es, ao longo de cerca de 100 anos, em que os objetos eram especialmente vinculados ao seu propriet\u00e1rio.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cE esse algu\u00e9m era normalmente uma figura de import\u00e2ncia pol\u00edtica ou [de origem de] uma grande fortuna da cafeicultura, por exemplo. Essas eram as atribui\u00e7\u00f5es para que um objeto entrasse nas nossas cole\u00e7\u00f5es\u201d, explicou, acrescentando que, em geral, tais objetos eram feitos com materiais preciosos e caros.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Hoje \u00e9 Dia: trag\u00e9dia de Mariana, favelas e radialistas em destaque<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00e3e de modelo que morreu durante ensaio no Cear\u00e1 emociona com desabafo<\/strong><\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria mais recente do museu, Paulo Marins ressalta a import\u00e2ncia de contextualizar os objetos para al\u00e9m dessa caracter\u00edstica espec\u00edfica. <strong>\u201cN\u00f3s procuramos hoje entender os processos que fizeram com que esses objetos existissem, como eles chegaram \u00e0s nossas cole\u00e7\u00f5es, e sobretudo qual foi a fun\u00e7\u00e3o que esses objetos desempenharam numa cadeia social longa, que envolve a produ\u00e7\u00e3o, sua circula\u00e7\u00e3o, sua aquisi\u00e7\u00e3o, seu descarte\u201d, disse.<\/strong><\/p>\n<p>Agora, segundo Marins, o museu consegue ampliar a capacidade documental das cole\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u201cSe por um lado n\u00f3s estamos revendo antigas cole\u00e7\u00f5es, a curadoria sinaliza tamb\u00e9m um esfor\u00e7o para aquisi\u00e7\u00e3o de novos acervos que possam ampliar esta vis\u00e3o mais alargada para a sociedade brasileira\u201d, observa.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, aproximadamente, a institui\u00e7\u00e3o passou a receber e adquirir objetos ligados a diversas classes sociais, al\u00e9m de objetos ligados \u00e0 vida cotidiana.\u00a0<\/p>\n<p>Um dos epis\u00f3dios do podcast, intitulado <em>Doces Mem\u00f3rias<\/em>, traz objetos que, tradicionalmente, n\u00e3o tinham valor em museus. \u201c[Recebemos] uma cole\u00e7\u00e3o de impressos, que re\u00fane quase 5 mil r\u00f3tulos de balas, chicletes, biscoitos, rem\u00e9dios, cigarros, bebidas, p\u00e3es. \u00c9 uma cole\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria de impressos que n\u00f3s usamos todos os dias e descartamos\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Segundo o diretor do museu, essas cole\u00e7\u00f5es remetem a designers que ficaram an\u00f4nimos, mas realizaram trabalhos que pautam a mem\u00f3ria da sociedade.<\/strong><\/p>\n<p>O epis\u00f3dio <em>Presen\u00e7a na Aus\u00eancia<\/em> aborda a invisibilidade de grupos \u00e9tnicos no museu, diante da falta de acervos relacionados \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e de origem africana. J\u00e1 o epis\u00f3dio <em>Saber Fazer<\/em> tem como ponto de partida os tijolos com os quais o edif\u00edcio do museu foi constru\u00eddo, em que se pode identificar as olarias por meio de seus monogramas.<\/p>\n<p><strong>O epis\u00f3dio <em>\u00c1lbum de Fam\u00edlia<\/em> debate o papel importante que as cole\u00e7\u00f5es de fotografias passaram a desempenhar na hist\u00f3ria do museu a partir da d\u00e9cada de 1990, com a entrada da cole\u00e7\u00e3o do fot\u00f3grafo Milit\u00e3o Augusto de Azevedo na institui\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o 12 mil fotografias de um \u00fanico fot\u00f3grafo, um fot\u00f3grafo carioca, Milit\u00e3o de Azevedo, que trabalhou em S\u00e3o Paulo entre 1861 e 1890. Ele deixou um acervo extraordin\u00e1rio de retratos, que cobria todos os segmentos sociais e \u00e9tnicos da cidade\u201d, explica Paulo, acrescentando que h\u00e1 muitos retratos da popula\u00e7\u00e3o em geral, n\u00e3o apenas figuras de destaque da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Paulo Marins revela que a entrada da cole\u00e7\u00e3o de Milit\u00e3o de Azevedo foi um marco para que a fotografia ganhasse relev\u00e2ncia no museu.<\/strong>\u00a0<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"10\">\n<p>\u201cN\u00f3s \u00e9ramos um museu sobretudo de retratos a \u00f3leo, muito caros e muito vinculados \u00e0s elites. E, a partir de ent\u00e3o, muitas outras cole\u00e7\u00f5es [de fotografias] entraram\u201d, lembra.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No epis\u00f3dio <em>\u00c1lbum de Fam\u00edlia<\/em>, o p\u00fablico conhecer\u00e1 tamb\u00e9m a Cole\u00e7\u00e3o Nery Rezende, de uma mulher negra que criou um arquivo pessoal a partir da sua vida, em meados do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p>\u201cEla n\u00e3o apenas deixou uma quantidade muito grande de documentos textuais, de pap\u00e9is sobre a vida dela e sobre a vida de uma mulher negra de classe m\u00e9dia \u2013 que n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o temos frequentemente nas cole\u00e7\u00f5es de museus -, mas uma cole\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica extraordin\u00e1ria dela, da fam\u00edlia, da sua atua\u00e7\u00e3o profissional\u201d, ressalta Paulo.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"12\">\n<p>\u201cOs epis\u00f3dios v\u00e3o permitir que a popula\u00e7\u00e3o possa se aproximar dessas linhas de reflex\u00e3o que n\u00f3s fazemos, mostrando o frescor de uma institui\u00e7\u00e3o que tem 130 anos de abertura ao p\u00fablico, mas que se mant\u00e9m muito contempor\u00e2nea, a partir dos seus profissionais e da colabora\u00e7\u00e3o da sociedade que nos indica temas e nos traz acervos\u201d, afirma o diretor.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De acordo com Paulo Marins, o Museu do Ipiranga tem aproximadamente 80% da sua cole\u00e7\u00e3o doada pela sociedade, o que classifica como \u201cestimulante e democr\u00e1tico\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu do Ipiranga, em S\u00e3o Paulo, lan\u00e7ou, nesta semana, o primeiro epis\u00f3dio do podcast&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-32562","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jogos-ao-vivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32562"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32562\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}