{"id":40733,"date":"2026-04-01T03:50:08","date_gmt":"2026-04-01T06:50:08","guid":{"rendered":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2026\/04\/01\/evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964\/"},"modified":"2026-04-01T03:50:08","modified_gmt":"2026-04-01T06:50:08","slug":"evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2026\/04\/01\/evento-debate-importancia-dos-arquivos-para-preservar-memoria-de-1964\/","title":{"rendered":"Evento debate import\u00e2ncia dos arquivos para preservar mem\u00f3ria de 1964"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"108.70468692787\">\n<p>Em 1976, um documento do diret\u00f3rio acad\u00eamico da Escola de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio Janeiro (Unirio) denunciava que muitos estudantes eram v\u00edtimas de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos no <em>campus<\/em>. Tamb\u00e9m informava que agentes da ditadura militar faziam plant\u00e3o di\u00e1rio na porta dos fundos da escola. O texto lista todos os carros dos agentes, com detalhes das cores e placas.<\/p>\n<p><strong>O material foi apresentado nesta ter\u00e7a-feira (31), no Arquivo Nacional, como exemplo da import\u00e2ncia dos documentos hist\u00f3ricos para produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, luta pol\u00edtica e busca de desaparecidos.<\/strong><\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"11.9\">\n<p>\u201c\u00c9 um documento muito interessante, porque \u00e9 dif\u00edcil, em arquivos, a gente ver um texto que fale com tanta clareza sobre esse tipo de viola\u00e7\u00e3o e traga tantos detalhes. Normalmente, os documentos agem em fun\u00e7\u00e3o do Estado\u201d, diz a\u00a0diretora do Arquivo Central da Unirio,\u00a0Isabela Costa.<\/p>\n<p><strong>Gilmar Mendes manda soltar delegado investigado no caso Gritzbach<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mais de 80% dos estados aderem a subs\u00eddio a diesel importado<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Isabela Costa, diretora do Arquivo Central da Unirio, na\u00a0 participa da Semana Ditadura, Arquivos e Mem\u00f3ria \u2013\u00a0<strong>Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=458198--><\/h6>\n<\/div>\n<p><strong>O Arquivo Nacional recebe at\u00e9 quarta (1\u00ba) pesquisadores, arquivistas e representantes de movimentos de mem\u00f3ria na Semana Ditadura, Arquivos e Mem\u00f3ria<\/strong>. H\u00e1 62 anos, entre os dias 31 de mar\u00e7o e 2 de abril, o golpe militar tirava Jo\u00e3o Goulart da Presid\u00eancia e iniciava um per\u00edodo de 21 anos de ditadura.<\/p>\n<p><strong>Brasil derrota Cro\u00e1cia em \u00faltimo jogo antes da convoca\u00e7\u00e3o para a Copa<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cGuerra \u00e9 do Trump, n\u00e3o \u00e9 do povo brasileiro\u201d, diz Lula<\/strong><\/p>\n<p>A diretora do Arquivo Nacional, M\u00f4nica Lima, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da prote\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos documentos hist\u00f3ricos para manter viva a mem\u00f3ria dos anos de autoritarismo do pa\u00eds.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"10\">\n<p>\u201cOs documentos preservados pelo Arquivo Nacional e disponibilizados para acesso p\u00fablico contribuem para pesquisa hist\u00f3rica, para o direito \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 verdade, com fortalecimento da cultura de direitos humanos\u201d, disse M\u00f4nica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cEles permitem que a sociedade brasileira conhe\u00e7a melhor a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e reafirme valores democr\u00e1ticos que devem orientar o presente e o futuro\u201d, completou a diretora.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">A diretora do Arquivo Nacional,\u00a0M\u00f4nica Lima, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Mem\u00f3ria \u2013 <strong>Foto:\u00a0Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=458194--><\/h6>\n<\/div>\n<p>A historiadora e fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais\/RJ, Cec\u00edlia Coimbra, lembrou o papel dos movimentos sociais e das fam\u00edlias dos desaparecidos na busca por documentos e informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Ela foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e\u00a0chegou a ser presa e torturada durante a ditadura.<\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada 1980, esses grupos, de forma pioneira, come\u00e7aram a ter acesso e a consultar arquivos do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops), \u00f3rg\u00e3o de pol\u00edcia secreta do Estado.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"11\">\n<p>\u201cConseguimos encontrar depoimentos de pessoas desaparecidas que estavam no Dops. Percebemos que outros haviam sido destru\u00eddos, mas nenhum poder \u00e9 total. Alguns materiais escaparam e a gente encontrou muita coisa interessante. Com esses arquivos, conseguimos ajudar companheiros em outros estados a fazer dossi\u00eas de mortos e desaparecidos pol\u00edticos\u201d, contou\u00a0Cec\u00edlia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Cec\u00edlia Coimbra, fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais,\u00a0durante a Semana Ditadura, Arquivos e Mem\u00f3ria, no Arquivo Nacional \u2013 <strong>Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=458203--><\/h6>\n<\/div>\n<p>\u201cMas essa luta continua. Nenhum arquivo foi aberto, a n\u00e3o ser o do Dops. Faltam os dos centros de informa\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito, da Aeron\u00e1utica, da Marinha, do DOI-Codi, da Pol\u00edcia Militar, dos Bombeiros. Porque todos participaram da repress\u00e3o\u201d, complementou.<\/p>\n<p>O evento tamb\u00e9m teve a participa\u00e7\u00e3o de Maria Fabiana Almeida, irm\u00e3 do desaparecido pol\u00edtico Alejandro Almeida e filha de uma das fundadoras do movimento Madres de Plaza de Mayo, da Argentina. No \u00faltimo dia 24 de mar\u00e7o, o golpe militar de 1976 no pa\u00eds vizinho completou 50 anos.<\/p>\n<p>O irm\u00e3o de Maria Fabiana tinha 20 anos quando desapareceu. Ele ia jantar com a fam\u00edlia, quando decidiu sair na rua para comprar cigarros e nunca mais foi visto. Passou a ser um dos 30 mil desaparecidos durante a ditadura argentina.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"12\">\n<p>\u201c\u00c9 muito tr\u00e1gico e muito terr\u00edvel toda essa experi\u00eancia das m\u00e3es. No in\u00edcio, pensavam que filhos e filhas estavam em pris\u00f5es, hospitais, delegacias, mas n\u00e3o imaginavam que nunca mais iriam voltar a v\u00ea-los\u201d, disse Maria Fabiana.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">A argentina Maria Fabiana Almeida, do grupo Madres de Plaza de Mayo, participa da Semana Ditadura, Arquivos e Mem\u00f3ria no Arquivo Nacional \u2013\u00a0<strong>Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=458202--><\/h6>\n<\/div>\n<p>A ativista refor\u00e7a que acontecimentos do presente refor\u00e7am a import\u00e2ncia de que a sociedade n\u00e3o esque\u00e7a as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e mantenha o esp\u00edrito de luta de movimentos como as das Madres Plaza de Mayo.<\/p>\n<p>\u201cTemos vivido na Argentina com esse presidente Javier Milei, um negador absoluto de todas as tem\u00e1ticas de direitos humanos e de todas as conquistas\u00a0das mulheres, das leis de diversidade e de liberdade de g\u00eanero\u201d, disse Maria.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"13\">\n<p>\u201cPor\u00e9m, seguimos nos inspirando na mem\u00f3ria e na luta destas m\u00e3es, que s\u00e3o um s\u00edmbolo mundial de for\u00e7a das mulheres em plena ditadura. N\u00e3o podemos nos esquecer do passado, nem ter medo de falar a verdade, porque aqueles tempo podem voltar. Precisamos ter paci\u00eancia. A justi\u00e7a vai chegar\u201d, completou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1976, um documento do diret\u00f3rio acad\u00eamico da Escola de Medicina da Universidade Federal do&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-40733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jogos-ao-vivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40733"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40733\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}