{"id":42694,"date":"2026-05-05T07:51:34","date_gmt":"2026-05-05T10:51:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2026\/05\/05\/ilha-africana-memoria-da-escravidao-conta-com-turismo-para-ter-renda\/"},"modified":"2026-05-05T07:51:34","modified_gmt":"2026-05-05T10:51:34","slug":"ilha-africana-memoria-da-escravidao-conta-com-turismo-para-ter-renda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2026\/05\/05\/ilha-africana-memoria-da-escravidao-conta-com-turismo-para-ter-renda\/","title":{"rendered":"Ilha africana \u201cmem\u00f3ria da escravid\u00e3o\u201d conta com turismo para ter renda"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"252.04228804903\">\n<p>Ainda no Porto de Dacar, capital do Senegal, na costa ocidental da \u00c1frica, a senegalesa Fama Sylla aborda visitantes que est\u00e3o na fila para comprar o t\u00edquete que garante uma vaga na balsa que os transporta at\u00e9 a Ilha de Gor\u00e9e, em um trajeto de menos de meia hora.<\/p>\n<p>\u201cQue tal visitar o meu box de vendas l\u00e1?\u00a0Tenho bijuterias e muitos itens t\u00edpicos\u201d, convida ela.<\/p>\n<p><strong>A Ilha de Gor\u00e9e fica a cerca de 3 quil\u00f4metros do porto. O lugar \u00e9 o ponto mais visitado por turistas em todo o Senegal. Gor\u00e9e tem uma \u00e1rea de 17 hectares, isso equivale a menos de 25 campos de futebol. Desde 1978, \u00e9 declarada Patrim\u00f4nio Mundial da Humanidade pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ratos a bordo e v\u00edrus mortal; o pesadelo e morte vividos em cruzeiro no Atl\u00e2ntico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tarifa zero no transporte poderia ser novo Bolsa Fam\u00edlia, diz estudo<\/strong><\/p>\n<p>O t\u00edtulo \u00e9 uma das explica\u00e7\u00f5es para Gor\u00e9e ser epicentro do turismo em Senegal. <strong>A ilha ostenta uma carga hist\u00f3rica que a permite ser mem\u00f3ria viva do per\u00edodo da escravid\u00e3o de negros africanos.<\/strong><\/p>\n<h2>Sa\u00edda para as Am\u00e9ricas<\/h2>\n<p>Pela localiza\u00e7\u00e3o privilegiada \u201cde cara\u201d para o Oceano Atl\u00e2ntico, <strong>foi usada por colonizadores europeus \u2500 portugueses, holandeses, ingleses e franceses \u2500 como entreposto para o tr\u00e1fico de escravizados, que eram embarcados compulsoriamente para as Am\u00e9ricas.<\/strong> Pr\u00e1tica que vigorou dos s\u00e9culos 15 ao 19.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"2.8590909090909\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"7\">\n<p>Vista da Ilha de Gor\u00e9e \u2013\u00a0<strong>Foto: Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=461429--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Os africanos que resistiam \u00e0\u00a0travessia transoce\u00e2nica tinham como fim uma vida de escravizado em locais como Brasil, Estados Unidos, Cuba, Haiti e no Caribe.<\/p>\n<p><strong>Em Gor\u00e9e fica a Casa dos Escravos, constru\u00e7\u00e3o de dois andares onde os africanos eram mantidos aprisionados antes de passar pela expressiva \u201cPorta do N\u00e3o Retorno\u201d. Hoje o local \u00e9 o centro mais palpitante da ilha e exerce a fun\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria da escravid\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> j\u00e1 havia estado neste Patrim\u00f4nio da Humanidade em 2023 e relatou em detalhes a visita \u00e0 ilha.<\/p>\n<p><strong>Leia aqui<\/strong>: Ilha de Gor\u00e9e, na \u00c1frica, \u00e9 mem\u00f3ria viva da escraviza\u00e7\u00e3o negra<\/p>\n<p>Atualmente, Gor\u00e9e tem cerca de 1,7 mil moradores, de acordo com o censo de 2023 da Ag\u00eancia Nacional de Estat\u00edstica e Demografia (ANSD, na sigla em franc\u00eas), que equivale ao\u00a0Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\" wp_automatic_readability=\"6.5\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>A vendedora Fama Sylla em frente \u00e0 sua loja na Ilha de Gor\u00e9e \u2013\u00a0<strong>Foto: Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=461434--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Com o turismo, vem a renda<\/h2>\n<p>No fim de abril, um m\u00eas depois de as Na\u00e7\u00f5es Unidas terem declarado a escravid\u00e3o de africanos como o mais grave crime j\u00e1 cometido contra a humanidade, a <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> voltou a Gor\u00e9e e constatou que, para os menos de 2 mil moradores,<strong> o fluxo de dezenas de milhares de turistas que visitam a ilha anualmente \u00e9 a oportunidade de conseguir alguma forma de ocupa\u00e7\u00e3o e renda.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 na ilha, Fama Sylla, a senegalesa que abordava visitantes ainda na fila do porto, deixa expl\u00edcito o porqu\u00ea do interesse em conseguir clientes.<\/p>\n<p>\u201cO turismo \u00e9 muito importante aqui porque vivemos disso, vivemos do turismo\u201d, conta.<\/p>\n<p>Ela relata que o ponto de venda \u2500 muito parecido com as baias comuns em galp\u00f5es e galerias que vendem artesanato no Brasil \u2500 \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cTemos uma loja que era da minha av\u00f3. Isso continua at\u00e9 hoje, passou para minha m\u00e3e e para n\u00f3s, os filhos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Bem perto do cais onde desembarcam os visitantes, Chaua Sall\u00a0vende esculturas de madeira tradicionais do pa\u00eds. Algumas retratam animais emblem\u00e1ticos do continente africano, como girafa e hipop\u00f3tamo.<\/p>\n<p>\u201cQuero vender coisas bonitas para as pessoas\u201d, diz ele, que veste um <em>boubou<\/em>, esp\u00e9cie de t\u00fanica tradicional na \u00c1frica Ocidental.<\/p>\n<p>\u201cAqui voc\u00ea recebe turistas de v\u00e1rios lugares: Fran\u00e7a, Espanha, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, It\u00e1lia \u2013\u00a0pessoas do mundo todo v\u00eam para a Ilha de Gor\u00e9e\u201d, lista Chaua. Al\u00e9m dele, o filho e o irm\u00e3o tamb\u00e9m vivem do turismo em Gor\u00e9e.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"6.5\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>Chaua Sall vende pe\u00e7as de artesanato na Ilha de Gor\u00e9e \u2013<strong>\u00a0Foto:\u00a0Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=461433--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Leia mais<\/strong>: Por mais turismo e com\u00e9rcio, Brasil quer voo mais curto para o Senegal<\/p>\n<h2>Hospitalidade para atrair turistas<\/h2>\n<p>Aminata Fall\u00a0tem uma estrat\u00e9gia para conquistar a aten\u00e7\u00e3o de turistas estrangeiros que circulam pela ilha.\u00a0\u201cBom dia\u201d, diz ela em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>A vendedora aprendeu sauda\u00e7\u00f5es e express\u00f5es em diversos idiomas. Uma forma de puxar assunto com os visitantes de fora do Senegal. No pa\u00eds, os idiomas falados s\u00e3o o franc\u00eas \u2500 oficial, legado da coloniza\u00e7\u00e3o europeia \u2500 e o <em>wolof<\/em>, de raiz africana, muito falado\u00a0nas ruas.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-right\" wp_automatic_readability=\"6.5\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>A vendedora Aminata Fall trabalha com acess\u00f3rios t\u00edpicos na Ilha de Gor\u00e9e \u2013 <strong>Foto: Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=461435--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Ela conta que as \u00fanicas atividades econ\u00f4micas do lugar s\u00e3o a pesca e o turismo.<\/strong>\u00a0\u201cAs mulheres t\u00eam lojas, e os homens pescam ou trabalham como guias tur\u00edsticos. \u00c9 assim que trabalhamos aqui nessa pequena Ilha de Gor\u00e9e. N\u00e3o temos f\u00e1bricas, nada al\u00e9m de turismo e pesca\u201d, constata.<\/p>\n<p>Ela enfatiza uma das principais caracter\u00edsticas do povo de Gor\u00e9e.\u00a0\u201cSomos muito gentis e acolhedores com pessoas do mundo todo que v\u00eam visitar a Casa dos Escravos. E, depois da visita, se tiverem tempo, n\u00e3o as obrigamos a ir ao mercado, mas, se quiserem, podem passar l\u00e1 para ver o que fazemos\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>A caracter\u00edstica citada por Aminata \u00e9 algo que ultrapassa os limites da ilha e se espalha por todo o Senegal. Ali\u00e1s, a sele\u00e7\u00e3o de futebol, que em 16 de junho estrear\u00e1 na sua quarta Copa do Mundo, \u00e9 conhecida como \u201cLe\u00f5es de Teranga\u201d.<\/p>\n<p>Teranga \u00e9 uma palavra do <em>wolof<\/em> que define a hospitalidade e o carisma dos senegaleses.<\/p>\n<h2>Arte tradicional<\/h2>\n<p>Um dos <em>tours<\/em> guiados por Gor\u00e9e passa sempre no ateli\u00ea de Cheikh Sow. Ele utiliza uma t\u00e9cnica que combina cola e uma esp\u00e9cie de serragem em diversas cores para fazer quadros com paisagens e representa\u00e7\u00f5es t\u00edpicas africanas.<\/p>\n<p>A demonstra\u00e7\u00e3o \u201cao vivo\u201d \u00e9 uma oportunidade de convencer o turista a levar um exemplar.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEu sou artista e deixei tudo para viver da pintura, para ganhar a vida com quadros, porque meus pais n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es suficientes para nos sustentar\u201d, conta em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cPor isso, preferi estudar na escola de belas-artes e, assim, consigo ganhar a vida\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m temos mulheres, temos filhos,\u00a0e, com essas pinturas, at\u00e9 tentamos construir casas para viver melhor. A ilha \u00e9 realmente calma e tranquila, n\u00e3o h\u00e1 grandes problemas, como a polui\u00e7\u00e3o\u201d, completa ele, que trabalha com outras pessoas no ateli\u00ea.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"13\">\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escravid\u00e3o, procuramos deixar isso no passado. O essencial, para n\u00f3s, jovens da ilha, \u00e9 tentar todos os dias ganhar a vida da melhor maneira poss\u00edvel, sempre pelo caminho certo. \u00c9 assim que vivemos hoje\u201d, finaliza.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"6.5\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>Cheikh Sow, vendedor de quadros na Ilha de Gor\u00e9e \u2013 <strong>Foto: Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=461432--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Passado, mas presente<\/h2>\n<p>O guia Mamadou Bailo Diallo \u00e9 mais um senegal\u00eas que vive do turismo. Ele conta que faz de um a dois <em>tours<\/em> guiados pela ilha diariamente.<\/p>\n<p><strong>Durante a vista na Casa dos Escravos, ele relembra a hist\u00f3ria do l\u00edder sul-africano Nelson Mandela (1918-2013), que passou\u00a027 anos encarcerado durante o regime segregacionista do <em>apartheid<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"7.5\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"10\">\n<p>Guia de turismo Mamadou Bailo Diallo, no museu Casa dos Escravos, na Ilha de Gor\u00e9e \u2013 <strong>Foto: Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=461431--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Mandela, conta Bailo Diallo aos visitantes, passou alguns minutos em uma cela usada para puni\u00e7\u00e3o de escravizados e saiu do cub\u00edculo em l\u00e1grimas. L\u00e1grimas que eventualmente o guia encontra nos rostos dos visitantes.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>\u201cEu percebo que algumas pessoas brancas choram. A escravid\u00e3o \u00e9 vergonhosa para elas. \u00c9 uma quest\u00e3o de humanidade, n\u00e3o de cor\u201d, diz o guia de turismo \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Em Gor\u00e9e h\u00e1 um marco em homenagem a Mandela, que se tornaria presidente da \u00c1frica do Sul anos ap\u00f3s a visita<\/strong>. \u201cAo fazermos a nossa luz brilhar, oferecemos aos outros a oportunidade de fazer o mesmo\u201d, registra a inscri\u00e7\u00e3o no monumento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"6\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"7\">\n<p>Homenagem a Nelson Mandela na Ilha de Gor\u00e9e \u2013<strong> Foto: Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=461430--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Reflex\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Morador de Dacar, o engenheiro civil Daouda Ndiaye visitou a ilha a qual classifica como de grande import\u00e2ncia, n\u00e3o s\u00f3 para o Senegal, mas para todo o continente africano.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"8\">\n<p>\u201cEste lugar representa uma mem\u00f3ria viva, um cap\u00edtulo doloroso da hist\u00f3ria que \u00e9 essencial preservar para que nunca seja esquecido\u201d, diz\u00a0\u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cPermite-nos homenagear os milh\u00f5es de pessoas que sofreram e transmitir esta hist\u00f3ria \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras, para que possam aprender com ela\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Para o visitante, a ilha \u00e9 um espa\u00e7o de \u201cmem\u00f3ria, reflex\u00e3o e de educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cVisitar este lugar convida a uma profunda consci\u00eancia das consequ\u00eancias humanas da escravatura e da import\u00e2ncia de defender a dignidade humana em todo o mundo\u201d, conclui.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"6\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"7\">\n<p><!--copyright=461554-->Estudantes visitam a Ilha de Gor\u00e9e \u2013 <strong>Foto: Bruno de Freitas Moura\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=461554--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Al\u00e9m de mem\u00f3ria viva, Gor\u00e9e \u00e9 uma sala de aula a c\u00e9u aberto. <\/strong>Ao longo do dia, excurs\u00f5es com centenas de alunos de escolas do Catar\u00a0desbravam a ilha, transformado o turismo em educa\u00e7\u00e3o, como sugere Daouda Ndiaye.<\/p>\n<p>Desses grupos de crian\u00e7as e adolescentes saem os sons de anima\u00e7\u00e3o e alegria que atualmente fazem parte da trilha sonora da ilha, substituindo o sofrimento que tomava conta de Gor\u00e9e s\u00e9culos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><em>*O rep\u00f3rter viajou a convite do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Africana, Neg\u00f3cios Estrangeiros e Senegaleses no Exterior.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda no Porto de Dacar, capital do Senegal, na costa ocidental da \u00c1frica, a senegalesa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-42694","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jogos-ao-vivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42694","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42694"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42694\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42694"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42694"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42694"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}