{"id":44731,"date":"2026-06-08T16:36:54","date_gmt":"2026-06-08T19:36:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2026\/06\/08\/carbono-azul-ganha-espaco-na-agenda-climatica-dos-oceanos\/"},"modified":"2026-06-08T16:36:54","modified_gmt":"2026-06-08T19:36:54","slug":"carbono-azul-ganha-espaco-na-agenda-climatica-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2026\/06\/08\/carbono-azul-ganha-espaco-na-agenda-climatica-dos-oceanos\/","title":{"rendered":"Carbono azul ganha espa\u00e7o na agenda clim\u00e1tica dos oceanos"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Na corrida para frear as emiss\u00f5es causadoras do aquecimento global, ambientalistas chamam a aten\u00e7\u00e3o para um aliado pouco lembrado: o \u201ccarbono azul\u201d. No Dia Mundial dos Oceanos, celebrado nesta segunda-feira (8), especialistas destacam o papel dos ecossistemas costeiros no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>O conceito de carbono azul se refere ao di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) capturado e armazenado por ambientes marinhos, como manguezais, marismas (p\u00e2ntanos de \u00e1gua\u00a0salgada)\u00a0e pradarias<\/strong>. Esses ambientes funcionam como sumidouros do g\u00e1s carb\u00f4nico, ao retir\u00e1-lo\u00a0da atmosfera, reduzindo os impactos do aquecimento global.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO oceano absorve cerca de 30% das emiss\u00f5es globais de CO\u2082 e produz mais da metade do oxig\u00eanio que respiramos, de acordo com dados da SOS Oceano\u201d, diz Natali Piccolo, diretora do Programa Costeiro Marinho da Conserva\u00e7\u00e3o Internacional (CI-Brasil).<\/p>\n<p><strong>Abertas inscri\u00e7\u00f5es para 5\u00aa Olimp\u00edada Nacional de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desembargador e deputado de MT s\u00e3o alvos da PF por venda de senten\u00e7as<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cA Amaz\u00f4nia \u00e9 comumente chamada de\u00a0\u2018pulm\u00e3o do mundo\u2019, mas o oceano cumpre o equivalente a esse papel. O que n\u00e3o descarta, claro, a import\u00e2ncia da floresta tropical na regula\u00e7\u00e3o do clima\u201d, completa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, essas vegeta\u00e7\u00f5es costeiras\u00a0fornecem abrigo para a biodiversidade, sustentam a pesca artesanal e ajudam a proteger comunidades costeiras contra eros\u00e3o, ressacas e eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">\u00a0Manguezal na Ba\u00eda de Paranagu\u00e1, \u00e1rea da Grande Reserva da Mata Atl\u00e2ntica, onde ocorre monitoramento por pesquisadores do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar). Foto:\u00a0<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=463885--><\/h6>\n<\/div>\n<h2>Costa brasileira<\/h2>\n<p><strong>O Brasil abriga o maior sistema cont\u00ednuo de manguezais do mundo<\/strong>, na costa da Amaz\u00f4nia, condi\u00e7\u00e3o que coloca o pa\u00eds em posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para liderar solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza voltadas ao enfrentamento da crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, para a analista de conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil, Marina Corr\u00eaa, o oceano recebe menos aten\u00e7\u00e3o do que outros biomas brasileiros.<\/p>\n<p>\u201cO mar ainda \u00e9, em muitos aspectos, o sistema invis\u00edvel da conserva\u00e7\u00e3o brasileira. Historicamente, o oceano foi tratado como uma imensid\u00e3o azul vazia, quando na verdade \u00e9 um territ\u00f3rio vivo, cheio de biodiversidade, cultura, trabalho e modos de vida\u201d, diz a analista.<\/p>\n<p>Ela lembra que o Sistema Marinho-Costeiro brasileiro ocupa cerca de 5,7 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, equivalente a aproximadamente 40% do territ\u00f3rio nacional, e que mais da metade da popula\u00e7\u00e3o vive nesse ecossistema. Ainda assim, Amaz\u00f4nia, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica concentram a maior parte da aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica, pol\u00edtica e financeira voltada \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Povos tradicionais\u00a0<\/h2>\n<p>O crescimento do interesse por projetos de carbono azul tamb\u00e9m tem levantado discuss\u00f5es sobre direitos territoriais e participa\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais. <strong>Para a analista da WWF-Brasil, resultados duradouros dependem do respeito aos direitos territoriais e reparti\u00e7\u00e3o justa dos benef\u00edcios gerados.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO sucesso dessas iniciativas n\u00e3o deve ser medido apenas pela quantidade de carbono armazenado, mas tamb\u00e9m pela capacidade de fortalecer territ\u00f3rios, conservar a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas que historicamente cuidam desses ecossistemas\u201d, diz Marina Corr\u00eaa.<\/p>\n<p>Quando degradados, esses ambientes deixam de oferecer servi\u00e7os essenciais, como a manuten\u00e7\u00e3o dos estoques pesqueiros, a prote\u00e7\u00e3o natural da costa e a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p><strong>A destrui\u00e7\u00e3o desses ecossistemas tamb\u00e9m pode liberar para a atmosfera o carbono acumulado ao longo de d\u00e9cadas ou s\u00e9culos, agravando o aquecimento global<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Gar\u00e7as no manguezal de Ajuruteua, pr\u00f3ximo \u00e0 Vila dos Pescadores, na \u00e1rea da Reserva Extrativista Marinha de Caet\u00e9-Tapera\u00e7u. Foto:\u00a0<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=428390--><\/h6>\n<\/div>\n<h2>Al\u00e9m do carbono<\/h2>\n<p>Para organiza\u00e7\u00f5es ambientais, proteger os oceanos significa tamb\u00e9m proteger empregos, seguran\u00e7a alimentar, culturas tradicionais e formas de subsist\u00eancia constru\u00eddas ao longo de gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cGlobalmente, a maior renda do oceano \u00e9 gerada pela pesca, que sustenta 100 milh\u00f5es de empregos e produz 80 milh\u00f5es de toneladas de pescado marinho, al\u00e9m de 30 milh\u00f5es de toneladas da aquicultura marinha, o que sustenta a seguran\u00e7a alimentar de milhares de pessoas, por fornecer prote\u00edna de alta qualidade\u201d, diz Natali Piccolo.<\/p>\n<p><strong>No Brasil, cerca de 1,7 milh\u00e3o de pescadores artesanais dependem diretamente da sa\u00fade dos ecossistemas marinhos, segundo o Registro Geral da Atividade Pesqueira, do Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura<\/strong>.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o trabalho conjunto de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil \u00e9 essencial para garantir um futuro mais promissor para os oceanos.<\/p>\n<p>\u201cNossa atua\u00e7\u00e3o \u00e9 sist\u00eamica, para preencher as lacunas da prote\u00e7\u00e3o, manejo e restaura\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinhos (manguezais, recifes de corais, restingas), enquanto ajudamos os povos do mar a prosperarem, bem como a sociedade brasileira a desenvolver o conhecimento e a experi\u00eancia do oceano\u201d, diz Natali Piccolo, da CI-Brasil.<\/p>\n<p>Marina Corr\u00eaa, da WWF Brasil, explica que a estrat\u00e9gia da organiza\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos anos est\u00e1 organizada em quatro grandes frentes: fortalecimento das \u00e1reas marinhas protegidas, conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de recifes de coral (ecossistema mais vulner\u00e1vel \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas), promo\u00e7\u00e3o de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e incid\u00eancia pol\u00edtica para fortalecer a governan\u00e7a dos oceanos no Brasil e internacionalmente.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na corrida para frear as emiss\u00f5es causadoras do aquecimento global, ambientalistas chamam a aten\u00e7\u00e3o para&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-44731","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jogos-ao-vivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44731"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44731\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}