{"id":47329,"date":"2026-08-02T14:49:16","date_gmt":"2026-08-02T17:49:16","guid":{"rendered":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2026\/08\/02\/mulheres-formam-rede-em-defesa-do-clima-e-dos-territorios\/"},"modified":"2026-08-02T14:49:16","modified_gmt":"2026-08-02T17:49:16","slug":"mulheres-formam-rede-em-defesa-do-clima-e-dos-territorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/2026\/08\/02\/mulheres-formam-rede-em-defesa-do-clima-e-dos-territorios\/","title":{"rendered":"Mulheres formam rede em defesa do clima e dos territ\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p><strong>Mulheres de diferentes lugares do Brasil se conectaram em uma rede de apoio e articula\u00e7\u00e3o que tem como principal elo a defesa ambiental e da justi\u00e7a clim\u00e1tica. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O Programa Defensoras por Defensoras, promovido pela rede ambiental Observat\u00f3rio do Clima, re\u00fane hist\u00f3rias de vida ligadas pelos cuidados com as pessoas, o meio ambiente e a mem\u00f3ria dos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>S\u00e3o 36 mulheres que atuam na linha de frente do ativismo ambiental e clim\u00e1tico e que juntas trocam viv\u00eancia, compartilham desafios e passam por forma\u00e7\u00f5es para o fortalecimento da luta em seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>Carol e Rebecca est\u00e3o na final do Circuito Mundial de v\u00f4lei de praia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brasil \u00e9 quarto pa\u00eds que mais ampliou turismo internacional, diz OCDE<\/strong><\/p>\n<p>A Pernambucana Sara Marques (foto de destaque) vive na comunidade Caranguejo Tabaiares, em Recife (PE), desde que nasceu. O local \u00e0s margens de um bra\u00e7o do Rio Capiberibe, h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, era uma regi\u00e3o de pescadores e marisqueiras.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<h6 class=\"meta\">Sara Marques\u00a0no programa Defensoras por Defensoras.- <strong>Gabriella Godoy\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=470543--><\/h6>\n<\/div>\n<p><strong>Hoje, totalmente integrado \u00e0 \u00e1rea urbana, sofre os impactos de um crescimento desordenado que tornou o rio improdutivo e pressiona a popula\u00e7\u00e3o local para dar espa\u00e7o a novos empreendimentos imobili\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Congresso volta do recesso sem previs\u00e3o de plen\u00e1rio nesta semana<\/strong><\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo vence Vit\u00f3ria e assume lideran\u00e7a do Brasileir\u00e3o Feminino<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu tinha essa rela\u00e7\u00e3o com a natureza, de saber que ia chover quando os caranguejos sa\u00edam do buraco, quando os aratus corriam [pequenos caranguejos], quando tinha peixe nos viveiros. Aqui a gente tinha uma cadeia de pescado. Ent\u00e3o tinha camar\u00e3o, siri, aratu, tinha cavalo marinho\u201d, lembra Sara.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Antes mesmo de nascer, os av\u00f3s da Sara j\u00e1 viviam ali e os pais se conheceram e constru\u00edram a casa onde ela nasceu tamb\u00e9m em Caranguejo Tabaiares. Mas com o tempo, tudo mudou.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o a gente diz que n\u00f3s somos uma comunidade pesqueira descaracterizada. Voc\u00ea tem o rio canalizado, voc\u00ea tem uma ilha que n\u00e3o \u00e9 mais ilha, agora \u00e9 um istmo [faixa de terra que conecta duas \u00e1reas]. Voc\u00ea tem viveiros que antes eram bem cheios de esp\u00e9cies e que hoje produz, majoritariamente, s\u00f3 o camar\u00e3o\u201d, descreve Sara.<\/p>\n<h2>Restaura\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>No outro extremo do Brasil, em Santa Catarina, Mirian Prochnow tamb\u00e9m sentiu despertar a vontade de lutar por um meio ambiente saud\u00e1vel para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es quando percebeu que o peda\u00e7o de Mata Atl\u00e2ntica onde viveu a inf\u00e2ncia come\u00e7ou a desaparecer.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cQuando a gente se deparou com centenas de caminh\u00f5es carregados de Mata Atl\u00e2ntica passando na frente de casa foi o momento em que eu com um grupo de amigos pensamos o que a gente pode fazer e decidimos \u2018vamos criar uma ONG e vamos salvar o planeta\u2019\u201d, relembra.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Do sonho de replantar as \u00e1rvores e ver o rio vivo, nasceu, h\u00e1 40 anos, a Associa\u00e7\u00e3o de Preserva\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e come\u00e7ou o trabalho de produ\u00e7\u00e3o de mudas de esp\u00e9cies nativas para restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cCome\u00e7ou com 18 mudinhas no fundo do quintal. Hoje o viveiro que a gente tem, tem capacidade para mais de um milh\u00e3o de mudas por ano e 200 esp\u00e9cies diferentes da Mata Atl\u00e2ntica\u201d, diz Mirian Prochnow.<\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Miriam Prochnow sentiu despertar for\u00e7a para lutar\u00a0lugar quando viu que o peda\u00e7o de Mata Atl\u00e2ntica onde viveu a inf\u00e2ncia come\u00e7ou a desaparecer- <strong>Gabriella schaffer\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=470540--><\/h6>\n<\/div>\n<h2>Coletivo<\/h2>\n<p>Foi exatamente essa viv\u00eancia e experi\u00eancia nas a\u00e7\u00f5es que fazem frente aos desafios sociais, ambientais e tamb\u00e9m de g\u00eanero que Valdineia Saur\u00e9, conhecida como Val Munduruku, decidiu tamb\u00e9m fazer parte das Defensoras por Defensoras.<\/p>\n<p>Nascida em Jacareacanga, no Par\u00e1, j\u00e1 fora do contexto de aldeia,\u00a0nunca deixou as lutas ind\u00edgenas de seu territ\u00f3rio pra tr\u00e1s. Levou o ativismo para a vida universit\u00e1ria, onde come\u00e7ou a entender melhor as conex\u00f5es entre a prote\u00e7\u00e3o da terra, os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e como isso afeta de forma diferente cada pessoa.<\/p>\n<p>\u201cO que acontece no territ\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 algo isolado e a gente, enquanto pessoas que somos parte da solu\u00e7\u00e3o, precisamos entender isso. Ent\u00e3o, o casamento das causas, da universidade, do territ\u00f3rio, do movimento de mulheres e da juventude, resulta nesse boom no despertar do ativismo\u201d, diz Val Munduruku.<\/p>\n<h2>Comunica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Na uni\u00e3o feminina, al\u00e9m de ganharem for\u00e7a para enfrentar os desafios em seus territ\u00f3rios, as mulheres tamb\u00e9m constroem a comunica\u00e7\u00e3o que ultrapassa os espa\u00e7os coletivos conquistados por elas.<\/p>\n<p>\u201cA gente precisa fazer com que n\u00e3o s\u00f3 o nosso meio que est\u00e1 sendo afetado entenda, mas tamb\u00e9m com que outras pessoas tenham consci\u00eancia para si, de que tamb\u00e9m v\u00e3o ser prejudicadas. E que pobres, ind\u00edgenas, e mulheres j\u00e1 est\u00e3o comunicando isso h\u00e1 bastante tempo, mas est\u00e3o pensando que ainda n\u00e3o tiveram tanta aten\u00e7\u00e3o\u201d, refor\u00e7a a paraense.<\/p>\n<h2>Cuidado<\/h2>\n<p>Em uma publica\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada recentemente pelo programa Defensoras por Defensoras, o grupo faz uma reflex\u00e3o sobre o trabalho desenvolvido por elas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Pol\u00edtica Nacional de Cuidados (Lei 15.069\/2024).<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio Mulheres que Sustem o Clima, elas contam suas hist\u00f3rias e apontam lacunas existentes na lei, como a aus\u00eancia de apoio para lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e defensoras de territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes a gente n\u00e3o tem nem tempo para cuidar do pr\u00f3prio corpo, porque tem outras preocupa\u00e7\u00f5es de como desenvolver um projeto, como que vai defender o territ\u00f3rio.\u00a0Ent\u00e3o, a gente sempre pergunta nesse movimento, quem defende as defensoras?\u201d questiona Val.<\/p>\n<p>A partir dessas reflex\u00f5es elas tamb\u00e9m apontam caminhos como a revis\u00e3o do conceito de cuidado indo al\u00e9m da pr\u00e1tica cotidiana entre pessoas e alcan\u00e7ando a rela\u00e7\u00e3o de cuidado com o territ\u00f3rio<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, oferecer suporte, apoio de todas as formas para que a gente consiga tamb\u00e9m estar na luta \u00e1rdua e ao mesmo tempo fazer esse abra\u00e7amento coletivo de mulheres que cuidam, de mulheres trans, de pessoas que s\u00e3o mais marginalizadas nos territ\u00f3rios e que precisam ter esse olhar do cuidado espiritual, mental, para poder defender o territ\u00f3rio\u201d, conclui Val Munduruku.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres de diferentes lugares do Brasil se conectaram em uma rede de apoio e articula\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-47329","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jogos-ao-vivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47329","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47329\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipatingafc.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}