5 de agosto de 2026

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Rio celebra 10 anos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos com legado consolidado e ampliado – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Inauguração da Exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro”, no Museu do Amanhã, dá início às comemorações – Foto: Marco Antonio Lima/Prefeitura do Rio

Dez anos após realizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, a cidade do Rio se tornou um dos principais exemplos de transformação urbana e esportiva com o legado deixado pelo evento. Se no início dos preparativos estavam previstos 17 projetos de legado, após o evento esse número totalizou 30 e, atualmente, os cariocas colhem novos frutos desses benefícios que seguem em expansão. Para iniciar as celebrações, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, inaugurou nesta quarta-feira (05/08) a exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro”, no Museu do Amanhã, além de duas esculturas que ficarão expostas no lado externo do local.

— A gente está falando aqui de uma memória, um legado que segue vivo na vida dos cariocas. O legado olímpico não é algo que a gente guarda em uma caixa ou em um arquivo. A gente está falando aqui do BRT, do Terminal Gentileza, de quatro ginásios educacionais tecnológicos que foram feitos a partir das Arenas do Futuro. Isso tudo foi fruto de muito planejamento e, acima de tudo, de uma decisão feita pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil de fazer do Rio uma cidade preparada para os grandes eventos — disse o prefeito Eduardo Cavaliere.

Desde que foi eleita a sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 em 2 de outubro de 2009 até a Cerimônia de Abertura em 5 de agosto de 2016, três mandamentos nortearam a cidade: priorizar o legado para os cariocas, economia de recursos públicos e instalações sustentáveis, sem elefantes brancos. Todos os objetivos foram alcançados e promoveram o desenvolvimento da cidade.

Do investimento feito pela Prefeitura para organizar os Jogos, 70% foram oriundos de recursos privados e 63% do total destinado aos Jogos pelo poder público foi aplicado em projetos de legado. O uso racional do dinheiro público trouxe um impacto direto na economia e na infraestrutura da cidade.

Em 2024, um Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV)revelou que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 geraram um impacto na cidade de R$ 99 bilhões sobre o Valor Bruto da Produção (VBP). Foram R$ 51,2 bilhões sobre o PIB, R$ 5,3 bilhões em arrecadação de impostos e R$ 36,2 bilhões de impacto sobre a renda das famílias.

Foram criados mais de 465,4 mil empregos na cidade e outros 167,8 mil no restante do Estado. Um total de R$ 36,16 bilhões em renda foi gerado somente para as famílias cariocas, e R$ 13 bilhões para as demais famílias do Estado.

Além da economicidade de recursos, a revolução estrutural promovida pelos Jogos causou um impacto positivo no dia a dia dos cariocas: revitalização da Zona Portuária, corredores de BRTs, VLT, Terminal Gentileza, Centro de Operações e Resiliência (COR), Ginásios Educacionais Olímpicos (GEOs), Duplicação do Elevado do Joá, ampliação da rede hoteleira, Parque Olímpico da Barra e Complexo Esportivo de Deodoro são alguns dos exemplos de legados diretos promovidos pelo evento.

A Zona Portuária, com a requalificação de cinco milhões de metros quadrados, se transformou em um símbolo da revolução promovida pelos Jogos na cidade ao devolver aos cariocas uma área que ao longo dos anos foi abandonada e marginalizada em plena região central. A derrubada da Perimetral permitiu a implantação do VLT, Orla Conde, Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, além da recuperação e restauração de patrimônios históricos, como o Cais Valongo.

A criação de um anel viário que integrou todos os modais de transporte da cidade, com a implantação dos corredores de BRT e VLT, fez com que a parcela da população usuária de transporte público de média capacidade saltasse de 18% antes dos Jogos para 65%. Desde sua criação, somente o BRT já transportou 1,4 bilhão de passageiros e, atualmente, 615 mil passageiros utilizam o modal.

— Essa conquista não foi só da cidade do Rio de Janeiro, essa conquista foi do Brasil. Nós conseguimos mostrar que uma cidade de um país em desenvolvimento foi capaz de ser a sede de todas as modalidades, com uma arquitetura  nômade e a eficiência de recursos públicos. E temos um grande desafio pela frente.  Se hoje a gente tá aqui para celebrar os 10 anos desse legado olímpico, a gente também está aqui para renovar o nosso compromisso de seguir defendendo o esporte brasileiro — reforçou Eduardo Cavaliere.

 

Legados dos Legados

Passados dez anos, a transformação promovida pelos Jogos Rio 2016 na cidade já atingiu novos desdobramentos com a ampliação dos legados olímpicos em benefício da população.

Primeiro equipamento público inaugurado para os Jogos Rio 2016, em 31 de dezembro de 2010, o Centro de Operações e Resiliência é um dos maiores exemplos de legado contínuo. Fundamental no dia a dia dos cariocas, em 2022 ele passou por uma expansão e passou a contar com 1.582m² e três andares. Aumentou a extensão da sala de operações para 446 m² e ampliou o telão existente para 104 m², com um vídeo wall formado por 125 telas de 55”, o maior da América Latina. E as estações de trabalho passaram de 75 posições para 115. Cerca de 30 agências, órgãos e concessionárias integradas passaram a operar no local.

A Zona Portuária se tornou uma realidade e passou a receber novos moradores. Já foram aprovadas a construção de 12 mil unidades habitacionais e 3.385unidades entregues. A estimativa é a de que até 2030, a região receba um total de 30 mil novos moradores

A criação do Porto Maravalley também impulsionou o Porto. O hub de tecnologia e inovação com cerca de 10 mil metros quadrados divide o espaço de sua instalação com o IMPA Tech, a Faculdade da Matemática, primeira graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Ele reúne o conhecimento gerado por instituições de ensino e centros de pesquisas com startups, empresas inovadoras e investidores.

Ainda na área de Educação, o Ginásio Educacional Tecnológico (GET) é um modelo de escola pública, já premiado como o mais inovador do país, e nasceu sob a inspiração do Ginásio Educacional Olímpico (GEO), que tem o ensino voltado ao estímulo da prática esportiva e aos ideais do Olimpismo.

Os GETs seguem a abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), desenvolvem um aprendizado baseado em projetos, investem na qualificação da educação integral e promovem a cultura digital. Até o fim do ano serão 350 na cidade.

Após recuperar, renovar e ampliar o sistema de BRTs criado para os Jogos Rio 2016, a Prefeitura do Rio iniciou, em 2025, a renovação de toda a frota de ônibus e revisão das linhas da cidade.

Lançou o Sistema RIO – Rede Integrada de Ônibus que vai definir as novas empresas que passarão a operar a frota da cidade. Somente em Campo Grande e Santa Cruz, o número de ônibus saltará de 95 e 67 para 152 e 216, respectivamente. O novo sistema contará com veículos novos, com ar-condicionado, com baixa emissão de poluentes, além do aumento da frota.

Já a criação do Parque Madureira e seus benefícios ambientais, de lazer e cultura para a população resultaram em uma política de grandes parques. Desde 2024, foram inaugurados cinco grandes parques públicos: Parque Realengo, Parque Pavuna, Parque Rita Lee, Parque Oeste e Parque Piedade. Juntos, eles totalizam 500 mil metros de áreas verdes na cidade.

Todas essas ações aumentaram a visibilidade e deixaram em evidência a cidade do Rio tanto no Brasil quanto no exterior. E com a retomada dos investimentos no setor em 2021, após um hiato de quatro anos, o mundo voltou seus olhos novamente para a Cidade Maravilhosa.

Em 2025, o Rio bateu todos os seus recordes ao receber 12,5 milhões de turistas, sendo 10,5 milhões (83,1%) de visitantes nacionais e 2,1 milhões (16,9%) de estrangeiros. Somente no ano passado, o número de turistas internacionais cresceu 44,8%.

E o resgate do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) foi fundamental para a cidade atingir esses números de visitantes. De 2022 a 2025, o Galeão passou da décima para a terceira posição entre os aeroportos mais movimentados do Brasil. A conectividade doméstica aumentou 800% e as conexões entre voos domésticos e internacionais saltaram 200%.

A previsão é de que o aeroporto estabeleça um novo recorde até o fim deste ano ao totalizar 19 milhões de passageiros. Em 2025, esse número foi de 17,9 milhões e, em 2022, era de apenas 5,9 milhões.

 

Legado esportivo em harmonia com atletas e população

 

Parque Olímpico da Barra

Um total de 179 eventos esportivos foi realizado desde 2021, quando o plano de legado foi retomado após um hiato de quatro anos, nas arenas municipais do ParqueOlímpico, que vão desde competições nacionais, continentais a mundiais.

Em junho deste ano, ocorreu a concessão da Arena Carioca 1, do Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo para a iniciativa privada. Mesmo concedido, parte dos recursos obtidos pelo privado deverá ser destinada parainiciativas socioesportivas desenvolvidas nas Vilas Olímpicas.

 

Velódromo

Modo Jogos: Recebeu as competições de ciclismo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

 

Modo Legado: Atividades esportivas e Rio Museu Olímpico.

 

  • Atividades esportivas gratuitas

Até julho de 2022, o Velódromo esteve sob administração do governo federal. Após a Prefeitura do Rio retomar a instalação, o espaço passou a oferecer atividades esportivas gratuitas para 4.300 pessoas por mês, em 34 modalidades esportivas, culturais ou de lazer.

São elas: Alongamento -atividade circense -Badminton -Bale -basquete -Beach tennis -Corrida e caminhada -Dança -Esgrima -Funcional -Futsal -Futebol de botão -Ginástica artística -Ginástica rítmica -Handebol -Halterofilismo -Hóquei -Jazz -Jiu Jitsu -Karatê -Kickboxing -Levantamento de Peso Olímpico -Muai Thay -Musculação -Patinação -Pilates -Podcast -Rit box -Skate -Taekwondo -Tênis de mesa -Tecido acrobático -Vôlei e -Zumba.

Essas atividades eram desenvolvidas na Arena 3, que foi transformada em Ginásio Experimental Olímpico (GEO).

 

Inaugurado em agosto de 2025, o museu é dedicado ao Movimento Olímpico e a contar a história da conquista, da preparação e da realização dos Jogos Rio 2016.

 

Por ser o mais moderno da América do Sul, o Velódromo recebe ao longo do ano várias competições nacionais e internacionais de ciclismo, além de outras disputas como esgrima e judô.

 

Arena Carioca 3

Modo Jogos: Recebeu as competições de Taekwondo e Esgrima nas Olimpíadas. E Judô nas Paralimpíadas.

 

Modo Legado: Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado

Primeira arena esportiva da história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos transformada em escola pública municipal, o GEO Isabel Salgado é formado por 24 salas de aulas, recepção, uma unidade de alimentação e nutrição, sala multiuso e outra de apoio pedagógico, área de circulação, sanitários para funcionários e alunos, além de instalações esportivas com duas quadras e locais para a prática de judô, lutas, tênis de mesa e ginástica. Uma escola em tempo integral e que beneficia cerca de mil alunos. Atualmente, são 12 GEOs em toda a rede educacional, com um total de 5.494 alunos.

 

Arquitetura Nômade

Ao pensar na economia de recursos públicos e no reaproveitamento de arenas após os Jogos, a Prefeitura do Rio utilizou o conceito de Arquitetura Nômade para algumas instalações.

 

Arena do Futuro

Modo Jogos: Recebeu as competições de Handebol das Olimpíadas. E o Goalball nas Paralimpíadas.

 

Modo Legado:

  • Quatro Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs)

Em março de 2022, teve início a desmontagem da Arena para transformação em quatro escolas, situadas nos bairros de Bangu, Campo Grande, Rio das Pedras e Santa Cruz, que beneficiam cerca de 1.700 alunos. Cada GET é formado por dez salas de aula, uma de leitura, colaboratório, quadra poliesportiva e áreas administrativas.

Para erguer as escolas, o município utilizou-se do conceito de arquitetura nômade da Arena do Futuro e aproveitou materiais como o breeze (fachada das arenas), estruturas metálicas, instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, divisórias e louças.

 

As estruturas das arquibancadas e da cobertura da Arena do Futuro foram doadas para o Estádio Luso-Brasileiro, de propriedade da Portuguesa, na Ilha do Governador. A doação permitiu aumentar a capacidade de público do local que é de 5.044 para 16 mil espectadores.

 

Estádio Aquático Olímpico

Modo Jogos: Recebeu as competições de natação das Olimpíadas e das Paralimpíadas.

 

Modo Legado:

A piscina utilizada nas competições foi montada no Parque Oeste.  E hoje atende a duas mil pessoas por mês em atividades gratuitas de natação e hidroginástica para todas as idades.

 

Parte das estruturas foi cedida para o Bangu Atlético Clube. A medida permitiu que fosse instalada a cobertura na sede social. A doação também garantiu a acessibilidade a pessoas no TEA (transtorno do espectro autista) dentro das instalações do clube.

 

Centro Internacional de Transmissão (IBC)

Modo Jogos: O Centro Internacional de Transmissão (IBC) recebeu mais de dez mil profissionais de imprensa, que trabalharam no prédio onde funcionavam estúdios e eram geradas as imagens das transmissões oficiais dos Jogos.

 

Modo Legado: Criado a partir da reutilização de parte das estruturas de aço do (IBC).

O Terminal Gentileza integra três modais: o BRT, VLT e linhas de ônibus municipais regulares.

Desde que foi inaugurado, 22,5 milhões de pessoas já passaram pelo terminal.

 

Via Olímpica

Modo Jogos: Área de circulação e convivência dentro do Parque Olímpico, que também serviu para interligar as arenas esportivas e culminava no “Live Site”, esplanada destinada a eventos em frente à Lagoa de Jacarepaguá.

 

Modo Legado:

Possui área total de 136 mil m², skate park, muro de escalada com 120 m², quadras poliesportivas, área com brinquedos para crianças, bosque com 200 árvores. Fica numa rota que conecta todas as principais áreas do Parque Olímpico, como as arenas, os terraços e o “Live Site”, uma esplanada destinada a eventos em frente à Lagoa de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. Possui 1.100 árvores e 70 mil arbustos, além de muro de basquete, academia da terceira idade (ATI), parquinho infantil, mobiliários, banheiros públicos, pergolados e pisos coloridos e bicicletário. A praça molhada tem 2.600 m² e é formada por 47 estruturas metálicas, que simulam árvores, de onde saem 190 esguichos de água tratada. A água é reutilizada e sempre passa por um processo de filtragem, antes de voltar ao sistema.

 

Complexo Esportivo Deodoro

Considerado o segundo Parque Olímpico dos Jogos Rio 2016, o Complexo Esportivo Deodoro abriga o Parque Radical, administrado pelo município. Desde 2021, 53 eventos esportivos foram realizados no local, que vão desde competições nacionais, continentais a mundiais.

 

Por mês, duas mil pessoas são beneficiadas gratuitamente nas atividades oferecidas pelo complexo esportivo, formado pelas instalações do Estádio Olímpico de Canoagem e o Centro Olímpico de BMX:

Alongamento, ballet, basquete, boxe, canoagem, capoeira, dança (ritmos), dança de salão, fisioterapia, funcional, hidroginástica, jump, karatê, muay thai, musculação, natação, natação PCD, pilates, zumba, além de pista de Mountain Bike, Área de Proteção de Ciclismo de Competição (APCC) e Área de Proteção ao Treino de Triatlo (APTT), piscina aberta aos finais de semana.

 

Estádio Olímpico de Canoagem Slalom

Modo Jogos: Recebeu as competições de canoagem slalom.

Modo Legado: Além de servir para treino dos atletas e a realização de competições, o local, que tem área equivalente a sete piscinas olímpicas, se transformou em uma área de lazer para os cariocas, principalmente, durante o verão. Também oferece um amplo parque para o desenvolvimento de atividades sociais gratuitas voltadas para a prática esportiva e cultural. A piscina se tornou uma alternativa para a diversão na região por ser aberta para o público aos fins de semana.

 

Pista de Ciclismo BMX

 

Modo Jogos: Recebeu as competições de ciclismo BMX.

Modo Legado: Possui duas pistas, uma delas com oito metros de altura, nível olímpico e de competições internacionais. Já a outra tem cinco metros e recebe atletas amadores que estão começando no esporte. Recebe competições esportivas nacionais e internacionais. Além da pista, que está em uma área de cerca de 4.000 m² no Parque Radical, são oferecidas atividades gratuitas para duas mil pessoas por mês.

 

A exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro”

A exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro”, no Museu do Amanhã, revive a trajetória da cidade do Rio na organização e realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, mas também convida o público a refletir sobre o legado que já construímos e qual ainda vamos erguer. Na mostra, o visitante terá contato com relíquias originais, como as medalhas, a Tocha Olímpica, uniformes e as mascotes.

O público ainda vai poder interagir com algumas instalações e lembrar de todo o legado deixado pelos Jogos.

“O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro” poderá ser visitada gratuitamente até o dia 5 de outubro, de quinta-feira a terça-feira (às quartas-feiras o museu está fechado), das 10h às 18h (última entrada às 17h).

Em paralelo à exposição, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, inaugurou duas esculturas das logomarcas Rio 2016, que ficarão fixas no lado externo do Museu do Amanhã. Elas foram feitas pelo CEO da Tátil Design, Fred Gelli, que criou a identidade visual dos Jogos.

A logomarca dos Jogos Olímpicos Rio 2016 rompeu paradigmas ao ser concebida originalmente como uma forma tridimensional, capaz de se desdobrar em diferentes suportes e experiências. Inspirada nas curvas da paisagem carioca e no encontro entre pessoas, a marca transformou o abraço em seu principal símbolo e ajudou a apresentar ao mundo uma imagem do Brasil baseada no acolhimento, na diversidade e no movimento.

E a identidade dos Jogos Paralímpicos também representou um avanço ao ser concebida como uma marca multissensorial, pensada para dialogar com diferentes formas de percepção e refletir os princípios de inclusão e diversidade do movimento paralímpico.

– Uma Olimpíada não termina na cerimônia de encerramento. Ela permanece na forma como a cidade se reconhece e é reconhecida pelo mundo. Quando criamos as marcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, queríamos traduzir a energia, a paisagem e o jeito de receber do carioca. Dez anos depois, vê-las incorporadas ao espaço público e ao imaginário da cidade reforça a importância das identidades visuais como marcos de grandes transformações. Mais do que representar um evento, essas marcas sintetizam um momento que continua fazendo parte da memória e da identidade do Rio de Janeiro para sempre – disse Gelli.

 

Terminal Gentileza

Os cariocas também poderão festejar os dez anos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 no Terminal Intermodal Gentileza. Um painel instagramável e uma Tocha Olímpica, onde o público poderá tirar fotos, foram instaladas no terminal.

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